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Coronavírus em SC: Estado é o primeiro do país a realizar rastreamento de sintomas nas comunidades

Um estudo da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciado no dia 20 de julho, permitiu que profissionais da atenção básica já realizassem aproximadamente 18,2 mil entrevistas.

Divulgação

Santa Catarina é o primeiro estado do país a buscar a vigilância ativa e realizar inquérito autorreferido de síndrome gripal nas comunidades, com auxílio direto da atenção básica municipal. Um estudo da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciado no dia 20 de julho, permitiu que profissionais da atenção básica já realizassem aproximadamente 18,2 mil entrevistas. Elas servirão para monitorar o número de casos gripais nas cidades, realizar um comparativo entre áreas e permitir a análise da velocidade de contaminação e a quantidade de pessoas sintomáticas, sem a dependência exclusiva de testes.

“Hoje o país todo se orienta pela vigilância passiva. Isso significa que os serviços de saúde esperam que você os procure, que tenha sintomas mais graves e, assim, faça testes para a Covid-19. O que propomos foi uma vigilância ativa, que muda essa característica. Nós chegamos até suas casas, entrevistamos as pessoas, levantamos dados gripais e, assim, podemos avaliar a quantidade de sintomáticos. Nós podemos antecipar os alertas vermelhos das regiões, antes mesmo que eles aconteçam”, explicou a epidemiologista Maria Cristina Willemann, responsável pela iniciativa.

Os levantamentos são feitos em toda extensão do território estadual e obedecem à amostragem denominada 30 por 7. “Um cluster é uma microárea de atenção básica, nós temos 30 clusters em cada região de Santa Catarina. Nós sorteamos sete pessoas por semana em cada um desses clusters para serem inqueridas”, resume Maria Cristina.

As perguntas são baseadas no inquérito rápido de cobertura vacinal: indaga-se qual a idade e os sintomas que a pessoa pode ter, entre eles, tosse, febre, dor de garganta, perda de olfato, perda de paladar, vômito, diarreia e falta de ar. Essa primeira amostragem é uma linha de base, segundo a Vigilância Epidemiológica, e servirá como um projeto contínuo com a ajuda da atenção básica dos municípios.

A relação de Estado e municípios vem sendo consolidada desde o início do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES). A secretária-executiva do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS), a enfermeira Simone de Souza, ressalta que essa parceria tem sido imprescindível para harmonizar as relações multidisciplinares e intersetoriais, além de fornecer maior capilaridade a informação. “O objetivo de todos é construir um processo que apresente resultados positivos no atendimento da ponta”, avalia Simone.

O que os números mostram

Todas as regiões evidenciam que existem outros vírus respiratórios em circulação, mas os inquéritos também denunciaram que duas áreas de Santa Catarina representam alta taxa de possíveis contaminados por coronavírus – Serra catarinense e Nordeste. As entrevistas mostraram que cerca de 12,32% das pessoas da região Nordeste apresentam quadro gripal. Na Serra, o número é de 12,12%. O Extremo Sul projeta uma taxa de 10,16%, enquanto a região de Laguna tem 9,56% e a Carbonífera tem 9,60%. São as cinco regiões com maior taxa de gripe entre os entrevistados.

A Vigilância Epidemiológica destaca que esses números são apenas uma base e que só serão completamente compreendidos nas próximas semanas, com as devidas comparações no tempo e no espaço.

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