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Covid-19: Capacidade de leitos será ampliada no Hospital de Araranguá

Assunto foi tratado durante a visita do secretário do Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, à unidade.

Divulgação

Há pelo menos um ano, o mundo todo busca alternativas para vencer o coronavírus. Em Santa Catarina, não é diferente. Compra de insumos, contratação de mão de obra nas instituições e ampliação dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva têm sido anunciadas à medida que os números crescem expressivamente. Como o objetivo de enfrentar o colapso na saúde, o Governo do Estado anunciou 20 novos espaços destinados aos pacientes mais graves, que necessitam de UTI, no Hospital Regional de Araranguá.

O assunto foi tratado na manhã dessa quinta-feira, quando o secretário do Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, esteve em visita à unidade, localizada no Extremo Sul (Amesc). “Por mais que nós tenhamos números, acompanhar in loco é sempre essencial. O secretário contribuiu conosco durante toda pandemia e também nesse momento, que com certeza é o pior que nós estamos vivendo”, enfatiza o diretor do Hospital Regional de Araranguá (HRA), Eduardo Ali Dominguez.

O diretor explica que a estrutura do HRA é ampla e comporta a abertura de novos leitos em UTI. “Nós nos preparamos, dobramos a nossa capacidade de oxigênio para que pudesse receber mais, isso já antes do pico, prevendo que pudesse piorar, mas estamos comprando insumos com certa dificuldade, assim como em âmbito nacional”, acrescenta. “Diante da calamidade, nós, mesmo com dificuldades, estamos dispostos sim, a abrir mais 20 leitos, porque é uma necessidade da população neste momento”, completa.

Custeio será do Estado

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, anunciou a pactuação dos 20 novos leitos dos UTI para o Hospital Regional de Araranguá ainda nessa quinta-feira. Durante a visita à unidade, também foi debatida a criação de um centro de triagem para receber pacientes, com estrutura estadual e recursos humanos do município.

O líder do governo e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde, deputado José Milton Scheffer, também esteve presente e garantiu que haverá o custeio dos leitos pelo Estado. Agora, a intenção é conseguir juntos aos prefeitos e empresários da Amesc, a viabilização dos respiradores e monitores necessários para a ampliação.

“Estamos numa luta constante na abertura de novos leitos para enfrentarmos essa pandemia, estamos aqui com a proposta de ampliar 20 novos leitos. Sendo na primeira fase 10”, informou Zé Milton, que preside a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde. “Estamos trabalhando para assegurar o atendimento a todos, mas precisamos fazer a nossa parte como cidadão e tomar os cuidados e manter o isolamento social”, destaca o parlamentar.

Equipamentos necessários

São inúmeros itens obrigatórios para equipar um leito de UTI. Desta forma, Estado e instituição estão mobilizados a fim de agir de forma rápida e estratégica. “A parte principal seria os respiradores, monitores e as macas. Depois vem a contratação de pessoas, mas, com esse um ano de pandemia, nós aprendemos a equilibrar a equipe e dividir funcionários experientes com os que estão iniciando para evitar prejuízo ao paciente. Terá dificuldade, mas nós vamos vencer”, ressalta Ali.

Amesc deve ratear aluguel dos equipamentos

De acordo com o prefeito de São João do Sul e presidente da Amesc, Moacir Francisco Teixeira, o aluguel dos respiradores e monitores já está sendo estudado e debatido no Extremo Sul. “Trouxeram-nos um orçamento e colocaram a possibilidade de alugarmos por três ou seis meses. Eu pedi que eles solicitassem através de um ofício e vou levar ao conhecimento dos prefeitos, mas, existe sim, a possibilidade. Acredito que a Amesc vai sim participar. Se depender disso, vai haver essa ajuda, vamos ratear entre as cidades”, afirma.

Superlotação na unidade

Atualmente o Hospital Regional de Araranguá possui 26 leitos de UTI, sendo seis para tratamentos gerais e 20 para infectados com Covid-19. “Existe, realmente, uma superlotação na Unidade de Terapia Intensiva, mas a gente vem dando suporte para esses pacientes no pronto-socorro enquanto não surgem esses espaços”, pontua Ali. “A parte de insumos, cabe a nós termos controle para que não tenha uso desnecessário para conseguir manter um paciente em tratamento. Teremos dificuldades, não será uma abertura fácil, mas calculando o risco/benefício e o estado de calamidade que estamos, temos que ir abrindo e enfrentando cada etapa”, acrescenta Ali.

Conforme dados recentes, o Hospital Regional de Araranguá está com aproximadamente 30% dos leitos ocupados por pacientes residentes em outras regiões de Santa Catarina. Isso acontece porque a regulação do Estado define a transferência de pessoas infectadas de acordo com a necessidade e a fila de espera.

Com informações do site TNSul

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