Saúde

Covid-19 mata em média 82 pessoas por dia em Santa Catarina

Na primeira semana de março, Estado apresentou a maior média semanal de óbitos já registrada desde o início da pandemia

Divulgação

Na primeira semana de março, o Estado de Santa Catarina registrou, em média, 82 mortes por dia causadas pela Covid-19. Isso representa um aumento de 64% em relação a semana anterior, e de 183% em relação aos últimos 14 dias.

Foi a maior média semanal de mortes já registrada durante toda a pandemia em SC. No final de fevereiro, a média era de 50 mortes diárias.

O município com mais mortes é Joinville (763), seguido por Florianópolis (541) e Itajaí (371). Ao todo, 283 municípios catarinenses já registraram mortes em razão da Covid-19.

Os dados constam na edição de número 43 do boletim publicado pelo Necat (Núcleo de Estudos e Economia Catarinense) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) nesta segunda-feira (8).

De acordo com o estudo, os dados revelam que a situação da pandemia se agravou nas últimas semanas o que indica que a doença continua “fora de controle” no Estado.

Casos cresceram 5,5% em SC

Entre os dias 26 de fevereiro e 5 de março, o número de casos da Covid-19 saltou de 663.699 para 700.127, o que representa um crescimento de 5,5% no período considerado.

Em termos absolutos, significou a contaminação de mais 36.428 pessoas em apenas sete dias.

Até esta terça, mais de 710 mil pessoas já haviam contraído a doença no Estado e 8.127 delas perderam a vida. Nos primeiros sete dias do mês de março foram registrados 606 óbitos causadas pela Covid-19.

A média semanal móvel de novos casos foi de 5.204 por dia, patamar 56% superior ao verificado nos últimos 14 dias (por volta de 19 de fevereiro).

Com isso, o estudo aponta que no início do mês de março, tanto os novos casos como os óbitos continuaram num ritmo acelerado, indicando a continuidade da gravidade da pandemia no Estado.

20 mil novos casos em 3 dias

A mesma alta é verificada na velocidade do contágio. Para avaliar, o Necat usou o método de repicagem de 20 mil casos. Em janeiro, eram necessários seis dias para que fossem contabilizados esse montante. Na última semana, bastaram três.

Isso faz com que Santa Catarina detenha a 4ª maior taxa de incidência da doença do país a cada 100 mil habitantes (9.772), valor que é 1,89 vezes a taxa do país (5.172).

O boletim afirma que esses níveis expressivos de infecção da população apontam que “os mecanismos de controle adotados até o presente momento são pouco eficientes para achatar a curva de contágio e, consequentemente, evitar o número expressivo de óbitos que continuam ocorrendo diariamente.”

Santa Catarina tem 38 mil casos ativos

De acordo com o boletim assinado pelo professor Lauro Mattei, no mês de fevereiro observou-se “uma verdadeira explosão dos casos ativos com taxas de crescimento que nunca tinham sido vistas ao longo de quase um ano de pandemia.”

Houve um aumento de 113% de casos ativos do final do mês de janeiro (dia 29) ao dia 26 de fevereiro.

Casos ativos em Santa Catarina entre 21 de maio e 05 de março de 2021 – Foto: Secretaria Estadual da Saúde – Boletins Epidemiológicos. Elaboração: NECAT

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Na primeira semana de março notou-se um aumento de 14% em relação à semana anterior (26 de fevereiro) e de 125% em relação aos trinta dias anteriores. Com isso, em 5 de março os casos ativos atingiram o maior patamar desde o início da pandemia, com mais de 38,2 mil.

A pesquisa também ressalta que, na semana considerada, ocorreu uma elevação dos casos ativos em todas as mesorregiões, exceto no Grande Oeste, onde houve redução quando comparado à semana anterior.

Os maiores percentuais foram registrados no Sul (44%), no Vale do Itajaí (18%) e no Meio Oeste e Serra (22%), enquanto no Planalto Norte e Nordeste o aumento foi de 3,5%. Com isso, no agregado estadual houve um aumento de 14% em relação aos casos ativos da semana anterior.

O estudo afirma que o comportamento verificado na última semana, com expansão dos percentuais de casos ativos em praticamente todas as mesorregiões, indica que a dinâmica atual da doença continua a exigir medidas sanitárias rigorosas para que a pandemia possa ser controlada.

Com informações do NDMais

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