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Covid-19: Pela segunda semana seguida, SC segue sem cidades em nível gravíssimo; Amurel continua em nível grave

Cinco regiões caíram para o nível alto em nova atualização do Mapa de Risco Potencial da Covid-19.

Divulgação

Caiu para 11 o número de regiões consideradas de risco potencial grave de contágio da Covid-19. Na nova atualização, divulgada nesta sexta-feira (2), cinco regiões passaram para o nível alto.

Agora, as regiões em nível alto (amarelo) são: Foz do Rio Itajaí, Médio Vale do Itajaí, Oeste, Serra Catarinense e Xanxerê. Na atualização divulgada na semana passada pela Secretaria de Estado da Saúde, apenas o Extremo Oeste aparecia no mapa como região de nível alto.

As demais permanecem na matriz grave, porém houve queda, já que na semana passada eram 15 regiões. Pela segunda semana seguida, não há cidades em nível gravíssimo, índice mais alto do mapa.

A região da Amurel contabiliza até o momento 16.372 casos confirmados de covid-19. Destes, 15.613 são considerados curados. Já são 194 óbitos pelo coronavírus.

Outra novidade é de que a região do Extremo-Oeste, que há duas semanas estava em nível alto, subiu para o grave.

Nova matriz de risco

A Avaliação do Risco Potencial de cada Região de Santa Catarina passará por uma atualização na forma de mapeamento a partir desta sexta-feira, 2. A Matriz avaliará minuciosamente índices de transmissibilidade, monitoramento, dimensões, mortalidade e capacidade de atenção nas 16 Regiões de Saúde do Estado. A mudança na análise dos indicadores propõe um foco maior na atenção primária, tendo em vista a mudança do momento da Covid-19 em Santa Catarina.

“Compreendemos que o momento é outro. O gerenciamento tira um pouco o foco da ampliação da estrutura hospitalar catarinense, que já aumentamos consideravelmente, e passa a levar em conta o diagnóstico rápido, o monitoramento e o rastreamento dos contatos”, resume o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.

A nova Matriz é construída com o intuito de refletir um retrato mais coerente com o atual momento do contágio, privilegiando uma avaliação detalhada e objetivando prevenir novos surtos em potencial. “Não é mais possível olharmos apenas para a Covid-19, pensando em nível estadual. É necessário compreendermos realidades regionais”, afirma.

A especialista em Epidemiologia do Centro de Operações de Emergência em Saúde, Maria Cristina Willemann, reforça que alguns indicadores que constavam na matriz de risco potencial regional não estarão mais presentes na atualização da avaliação. Isso porque o monitoramento das regiões projeta deixar a transmissão sustentada para a fase de recuperação.

“Um dos parâmetros de avaliação da intensidade de fluxos, por exemplo, que media o papel das grandes cidades na sustentação da transmissão deixa de ser avaliada. A taxa de afastamentos de profissionais de saúde não será mais considerada, pois é possível que haja uma imunidade coletiva neste recorte populacional e o risco de colapso no sistema hospitalar passa a ser muito menor”, explica Maria Cristina. A epidemiologista ainda acredita que as medidas adotadas para essa atualização são as mais adequadas para o momento.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Raquel Ribeiro Bittencourt, “esse é um trabalho inédito em termos de Vigilância em Saúde e um trabalho integrado envolvendo a atenção primária”. E destaca que a estratégia vai promover excelentes resultados no cercamento e no monitoramento dos casos para evitar possíveis novos surtos.

Com informações do site HC Notícias

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