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Creas de Criciúma garante direitos e trabalha função protetiva das famílias

Por mês, quase 200 casos são atendidos. Unidade fica localizada na rua São José, na antiga prefeitura

Foto: Arquivo/Decom

Aqueles que passam ou conhecem pessoas vítimas de ameaça e de violação de direitos, podem procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Creas) de Criciúma. Com o objetivo de cessar a violência e garantir o direito e a função protetiva das famílias, o órgão pertencente a Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, fica localizado na rua São José, antiga prefeitura. Por mês, cerca de 180 casos são atendidos e o funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h e sem fechar ao meio dia.

“A ideia do Creas é dar apoio, suporte e orientação para as famílias no sentido de proteção. Nós precisamos romper com o estigma que o conselho tutelar e o Creas servem para tirar crianças ou ir contra a família. Esses serviços servem para apoiar os usuários, justamente para que eles consigam desenvolver a sua função protetiva”, explica a coordenadora da Proteção Social Especial, Fernanda Maia.

A unidade também trabalha o acesso da população aos seus direitos socioassistenciais, como falta de renda, de vaga na educação, vacinação e saúde, realizando os encaminhamentos necessários para a garantia de direitos.

Público alvo

Dentre o público atendido pelo centro, estão grupos familiares compostos por mulheres, crianças e pessoas em situação de deficiência que são vítimas de violência. Os tipos de violências que geram a violação de direitos variam entre física, mental, sexual e trabalho infantil. Os atendimentos se dão por meio de demandas de alguns serviços, como dos Centros de Referências de Assistência Social (Cras) e do Conselho Tutelar, que ao identificarem situações de violência, encaminham ao Creas. “Em casos mais simples, as vezes uma orientação dá conta de resolver a situação. Quando é algo mais complexo, por vezes agendamos uma visita e vamos até a família para entendermos melhor a situação e verificarmos todo o contexto familiar para fazermos os encaminhamentos”, diz a coordenadora do Creas, Munique do Nascimento.

Outra porta de entrada é a demanda espontânea, quando as próprias vítimas recorrem ao Creas. Nele, existem duplas compostas por um psicólogo e um assistente social que atuam no Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi). O serviço realiza uma triagem com as famílias e os possíveis encaminhamentos. “O Creas é também uma orientação para a garantia dos direitos. Embora os usuários estejam sendo protetivos, talvez eles ainda precisem de algum auxílio. O trabalho realizado aqui é de extrema importância, até para que eles consigam permanecer com as suas funções protetivas”, comenta a psicóloga do Creas, Josiely Barbosa Braga.

Suas

O Sistema Único de Assistência Social (Suas) possui três níveis de proteção. A Proteção Social Básica serve para prevenir e fortalecer os vínculos familiares, por meio do trabalho realizado pelos Cras. Na Proteção Social Especial, existe a média complexidade, ou seja, quando os vínculos estão fragilizados em decorrência de uma violência e, para isso, tem o Creas. A Proteção Especial de Alta Complexidade conta com abrigos e instituições de acolhimento, pois é quando os vínculos familiares já foram rompidos e que a vítima deve ser afastada dos seus, devido ao não cessamento das violências.

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