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Criado grupo de trabalho para discutir soluções à cadeia produtiva do carvão no Sul de Santa Catarina

No encontro, foi determinada a criação de um grupo de trabalho para discutir alternativas diante da intenção - pela empresa Engie - do início da desativação do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

Divulgação

O debate em torno dos desafios da cadeia produtiva do carvão, no Sul do Estado, foi tema de uma reunião de trabalho com a presença do governador Carlos Moisés, na noite de quinta-feira, 9, em Criciúma. No encontro, foi determinada a criação de um grupo de trabalho para discutir alternativas diante da intenção – pela empresa Engie – do início da desativação do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

A reunião, na prefeitura de Criciúma, também contou com a participação do presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Júlio Garcia, deputados, prefeitos da região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e representantes do setor carbonífero e do Ministério Público Federal em Criciúma, que explanaram sobre a importância do complexo para a economia do Sul do estado e da necessidade de unir esforços para resolver o problema que preocupa gestores municipais da região.

O governador defende a ação integrada para soluções resolutivas. O grupo de trabalho é composto por parlamentares estaduais e federais, integrantes do Governo do Estado, prefeitos, representantes do Ministério Público Federal e das empresas do setor, entre outros. Carlos Moisés afirma que é preciso agilidade nas discussões da pauta.

“Nós sabemos do impacto que vai gerar se as atividades forem desestimuladas. São mais de 20 mil empregos diretos gerados na região, tem impacto na movimentação da ferrovia e em outros segmentos. Estamos aqui para nos unirmos em torno do setor, nos anteciparmos aos problemas e pensar o futuro da atividade e de todo o setor”, reitera.

Carlos Moisés afirmou ainda que o grupo deverá propor agendas com o Governo Federal em busca de alternativas para o setor.

O prefeito Vicente Costa, de Capivari de Baixo, um dos mais afetados por uma possível desativação do complexo, avalia como um grave problema econômico para o município, a suspensão das atividades. “Seria uma catástrofe para o nosso município que depende muito dos impostos e dos empregos em torno da termelétrica”, frisa.

Uma nova reunião para encaminhamentos sobre o tema ficou agendada para a próxima segunda-feira, no município de Tubarão.

Estavam presentes na reunião de trabalho em Criciúma, os deputados federais Ricardo Guidi e Geovania de Sá, deputados estaduais Luiz Fernando Vampiro, José Milton Scheffer e os prefeitos Clésio Salvaro, de Criciúma e Joares Ponticelli, de Tubarão, representando os demais prefeitos da Amrec. O chefe da Casa Civil, Eron Giordani, o secretário Executivo de Comunicação Jefferson Douglas e o presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, também acompanharam a reunião.

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