Zagueiro Nino está atualmente no Zenit da Rússia e pode se transferir para o Palmeiras, o que caracterizaria mais uma transação internacional, gerando percentual de lucro ao Criciúma por ser clube formador
Foto: Reuters
Com a possível negociação que pode levar o zagueiro Nino, hoje no Zenit da Rússia, para o Palmeiras, o Criciúma pode novamente ser beneficiado por uma transação internacional envolvendo o atleta revelado no clube. Diante do avanço das tratativas entre as partes, a reportagem do Sul in Foco buscou confirmar se o Tigre teria direito a algum valor nessa operação.
No início da noite desta sexta-feira, dia 5, o Sul in Foco conversou com o diretor jurídico do Criciúma, doutor Rodolfo Moretti, que confirmou a informação. Segundo ele, o Criciúma teria direito a aproximadamente 2% do valor total da negociação entre Palmeiras, Zenit e o defensor. Por se tratar de uma transferência internacional, da Rússia para o Brasil, o clube catarinense recebe sua parte através do mecanismo de solidariedade da FIFA, destinado aos times formadores.
O valor exato da operação ainda não foi divulgado, mas as conversas avançaram nas últimas horas. Caso o negócio seja finalizado, o percentual destinado ao Criciúma será calculado sobre o montante integral da transferência.
Moretti reforçou que o valor ficará integralmente com o clube, e não com a GA. Formado nas categorias de base do Tigre, o zagueiro deixou o Fluminense em 2024 rumo ao Zenit e agora pode retornar ao futebol brasileiro em uma nova transação internacional, cenário que novamente beneficia o Criciúma por sua participação na formação do atleta.
O clube acompanha o desfecho das negociações e espera, caso elas se concretizem, um aporte financeiro relevante para 2026.
A primeira negociação internacional de Nino, do Fluminense para o Zenit, gerou polêmica interna no Criciúma. Debates e reuniões no Conselho Deliberativo discutiram o destino do valor referente ao clube formador. Na ocasião, ficou decidido que os direitos econômicos do atleta naquela transferência seriam destinados a Jaime Dal Farra, então gestor do clube e responsável pela Gestão de Ativos (GA), e não ao Criciúma. O mecanismo de formação existia, mas o percentual econômico acabou ficando com o ex-dirigente.