Avaí recebe pedido de falência após atraso em pagamento da Recuperação Judicial
Foto: Divulgação/Avaí FC
Enquanto o Avaí Futebol Clube vive um dos momentos mais delicados de sua história, com credores pedindo a falência do clube após o suposto descumprimento de uma parcela de R$ 350 mil prevista na Recuperação Judicial, o Criciúma desponta como um raro ponto de estabilidade financeira e organizacional no futebol catarinense.
A situação do Avaí ganhou novos contornos nesta semana, quando sete credores protocolaram o pedido de falência na Vara Regional de Recuperações Judiciais, Falências e Concordatas de Florianópolis. O clube da Capital nega irregularidades, afirma que segue pagando conforme o cronograma homologado em dezembro de 2024 e promete apresentar defesa assim que for intimado. A crise se amplia ainda pelo caso do goleiro César, que cobra R$ 2,2 milhões em salários, FGTS e verbas rescisórias atrasadas.
No Sul do Estado, o cenário é outro. Mesmo enfrentando desafios próprios de um clube que disputa competições nacionais, o Criciúma Esporte Clube vive um período de solidez administrativa que contrasta de forma marcante com o momento turbulento de rivais catarinenses. A gestão comandada pelo presidente Pedro Paulo Canella promete manter salários em dia, planejamento financeiro rígido e decisões alinhadas à realidade orçamentária. A promessa é gastar dentro do planejamento e não cometer excessos.
O Tigre atravessou os últimos anos com responsabilidade nas contratações, embora tenha cometido excessos em 2025, sempre teve negociações firmes no mercado e investimentos compatíveis com suas receitas. Essa postura se reflete na credibilidade junto à torcida, parceiros comerciais e atletas. Em um futebol brasileiro marcado por crises, ações trabalhistas e clubes entrando em Recuperação Judicial, o Criciúma acabou se tornando, na prática, um exemplo de organização e consistência. Por isso, talvez, chame a atenção o fato de o Tigre ter acabado 2025 com um pequeno déficit.
A comparação com a situação vivida pelo Avaí evidencia ainda mais a importância do controle financeiro e da gestão profissional no esporte. Enquanto Florianópolis acompanha um processo que pode levar a consequências severas, Criciúma segue demonstrando que é possível crescer com segurança, respeitando limites e mantendo estabilidade mesmo em um cenário nacional desafiador.
O momento reforça o papel do Tigre como uma das instituições mais equilibradas de Santa Catarina e um caso positivo num ambiente em que a gestão eficiente se tornou, cada vez mais, uma questão de sobrevivência.