Tigre é o atual penúltimo colocado na Série B 2025, com apenas seis pontos
Tigre é o atual penúltimo colocado na Série B 2025, com apenas seis pontos (Foto: Celso da Luz)
O torcedor do Criciúma começa a reviver um déjà-vu amargo. Assim como há 20 anos, quando o clube despencou da Série A para a Série C em apenas duas temporadas, o Tigre novamente se vê afundado em uma crise técnica e de resultados que acende o alerta máximo no Heriberto Hülse.
Em 2004, o Criciúma disputava a elite do futebol nacional. Em 2005, já amargava o rebaixamento para a Série C após uma campanha desastrosa na Série B: apenas seis vitórias em 21 jogos, com um saldo negativo de 21 gols (24 marcados e 45 sofridos). O time terminou com a segunda pior campanha entre os 22 participantes.
Hoje, duas décadas depois, a situação começa a tomar contornos preocupantemente semelhantes. Após nove rodadas da Série B de 2025, o Tigre soma míseros seis pontos — fruto de uma vitória, três empates e cinco derrotas. O ataque pouco produz (nove gols), e a defesa já sofreu dez. O time é o penúltimo colocado e não apresenta em campo qualquer sinal de reação consistente.
O mais alarmante é a apatia, tanto no campo quanto fora dele. Se em 2005 faltou organização, hoje sobra omissão. O elenco atual parece perdido, sem padrão de jogo, e a diretoria, até agora, não deu respostas claras à torcida que assiste preocupada a mais uma possível derrocada.
A história já ensinou o que pode acontecer quando os sinais de alerta são ignorados. O rebaixamento à Série C não é uma hipótese absurda — é um risco real, que exige ação imediata e firme para não se repetir o roteiro trágico de 20 anos atrás. O tempo ainda existe, mas ele está cada vez mais curto.