Faixas com críticas e tom de ameaça aumentam a cobrança sobre Eduardo Baptista às vésperas do duelo decisivo contra o Concórdia.
Foto: Marco Búrigo/ Sul in Foco
A semana começou quente no Criciúma. Após o protesto da torcida no último sábado (14), com faixas espalhadas na fachada do Estádio Heriberto Hülse, o Tigre se reapresenta nesta segunda-feira (16) sob forte pressão, principalmente sobre o técnico Eduardo Baptista.
Entre as mensagens, algumas chamaram atenção pelo tom duro, como “A cidade é pequena” e “joguem por amor ou terror”, além de críticas diretas ao treinador com “chega de improvisação” e o pedido pelo esquema “4-4-2”.
A cobrança reflete a insatisfação com o desempenho da equipe em 2026, especialmente pela insistência no 3-5-2, que até agora não trouxe resultados positivos.
Internamente, a tendência é de manutenção do modelo, mas a semana de treinos ganha peso justamente pela expectativa sobre possíveis ajustes e pela resposta que o time dará dentro de campo.
Mesmo em meio à pressão externa, a diretoria se movimentou nos bastidores para tentar baixar a temperatura. No sábado à noite, houve um jantar no Balneário Rincão reunindo o presidente Pedro Paulo Canella, dirigentes e o próprio Eduardo Baptista.
O encontro teve caráter de integração durante a folga de Carnaval, mas também serviu para reforçar o foco do grupo na sequência da temporada.
Dentro de campo, o cenário é claro: o Criciúma decide a vida na Taça Acesc no domingo (22), às 19h30, contra o Concórdia, no jogo de volta. Após o empate em 2 a 2 na ida, o Tigre precisa vencer por qualquer placar. Nova igualdade leva a decisão para os pênaltis.
Se avançar, o Criciúma enfrentará o perdedor de Chapecoense e Brusque, confronto que neste momento tem vantagem do Brusque, vencedor do jogo de ida. Pelo regulamento, o Tigre já sabe que fará a próxima fase fora de casa, seja em Chapecó ou em Brusque.
A semana que começa nesta segunda promete ser decisiva não apenas pelo aspecto tático, mas principalmente pela resposta emocional do grupo.
A pressão aumentou no Heriberto Hülse, e o Tigre sabe que o próximo jogo pode mudar, ou agravar, o ambiente.