Lutadora vive fase de ascensão no MMA em Los Angeles e sonha em fazer história no maior evento do mundo.
Foto: Redes Sociais
A lutadora criciumense Aline David, de 28 anos, atravessa o melhor momento da carreira no MMA. Morando em Los Angeles, na Califórnia, desde 2023, a atleta se prepara para voltar ao cage entre março e abril e mantém como grande objetivo chegar ao Ultimate Fighting Championship (UFC), principal competição de artes marciais mistas do planeta.
Criada em Criciúma, Aline iniciou no esporte ainda na adolescência, após entrar em um projeto social ligado à igreja. O começo foi no muay thai, modalidade que nunca mais abandonou.
“Eu fui criada em Criciúma. Comecei a treinar muay thai com 15 anos em um projeto social da igreja e nunca mais parei. Com um mês de treino já fiz minha primeira luta e me apaixonei”, relembra.
Durante anos, ela conciliou treinos, trabalho e estudos até que, incentivada por um amigo lutador, passou a considerar a migração para o MMA. A decisão amadureceu na pandemia e contou com apoio da família. “Eu treinava de manhã cedo, trabalhava, estudava e voltava à noite para treinar. Na pandemia conversei com meus pais e eles sempre me apoiaram. Foi quando decidi ir atrás do meu sonho”, conta.
A primeira mudança foi para Balneário Camboriú, onde passou a treinar em tempo integral em uma equipe de alto rendimento. Lá, precisou começar praticamente do zero em novas modalidades. “Eu não sabia nada de jiu-jitsu, por exemplo. Era só muay thai. Foi como me jogar na cova dos leões. Fiz três lutas e ganhei as três”, diz.
Recomeço nos Estados Unidos
Em busca de mais oportunidades, Aline se mudou para os Estados Unidos em maio de 2023. O início foi de sacrifício extremo.
“Quando cheguei, fiquei seis meses morando na academia. Dormia no chão e tomava banho frio, era o que tinha. Fui sobrevivendo e conquistando meu espaço”, revela.
Com o tempo, passou a dar aulas, estabilizou a rotina e estreou no MMA profissional. Os resultados vieram rápido: soma vitórias importantes e duas premiações no exterior, incluindo a melhor luta do ano em sua estreia, em 2025, uma Performance da Noite com nocaute relâmpago, em uma luta que durou apenas 12 segundos. “Treino muito, sempre foi assim desde o Brasil. Acredito que foi isso que me trouxe até aqui”, afirma.
Raízes em Criciúma
Mesmo morando fora do país, a lutadora mantém forte ligação com Criciúma. Parte da equipe multidisciplinar segue na cidade.
“Eu sou muito abençoada. Minha equipe é praticamente toda de Criciúma, médico, nutricionista, psicóloga, fisioterapeuta. A gente não chega a lugar nenhum sozinho”, destaca.
A saudade da família, que não vê há cerca de três anos, virou combustível. “Dói muito ficar longe. Faz três anos que não abraço minha mãe, meu pai, minha irmã. Mas uso isso como motivação todos os dias”, confessa.
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O grande objetivo
Ainda em início de trajetória no profissional, Aline sabe que precisa de mais algumas lutas antes de bater à porta do maior evento do mundo, mas a meta está bem definida. “Meu objetivo é chegar no UFC. Não só chegar, mas eu quero fazer história lá dentro. Quero nocautes rápidos, quero luta da noite. Eu não quero ser só mais uma”, projeta.
Determinada, a criciumense segue a rotina intensa em Los Angeles com um pensamento fixo. “Eu trabalho muito para isso todos os dias. Vou dormir e acordo pensando nesse sonho.”
Foto: Redes Sociais