Protagonista de decisões e algoz do Tigre em momentos marcantes, o JEC vive um dos capítulos mais delicados de sua história recente e está praticamente fora do mata-mata do Catarinense 2026.
Foto: Divulgação JEC
Durante décadas, Joinville e Criciúma protagonizaram uma das maiores rivalidades do futebol catarinense. Nos anos 1980, o JEC foi pedra no sapato do Tigre e esteve diretamente envolvido em campanhas e títulos que escaparam das mãos criciumenses. Mesmo recentemente, a rivalidade voltou a pesar: em 2025, o Criciúma foi eliminado pelo Joinville nas quartas de final do Campeonato Catarinense e também da Copa Santa Catarina, ambos os confrontos decididos em mata-mata.
Em 2026, porém, o cenário é completamente diferente para o time do Norte do Estado. Enquanto o Criciúma arrancou um empate fora de casa diante do JEC na primeira fase, o Joinville afundou em uma sequência de resultados negativos e, na noite desta quarta-feira, dia 21, sofreu mais um duro golpe ao perder por 1 a 0 para o Carlos Renaux, na Arena Joinville, pela penúltima rodada.
Com o revés, o JEC depende de uma combinação improvável de resultados para avançar às quartas de final. Precisa vencer a Chapecoense por três gols de diferença, na Arena Condá, torcer para duas derrotas do Concórdia e ainda contar com tropeços do Marcílio Dias. Um cenário que beira o milagre.
Caso a classificação não venha, o destino é ainda mais cruel: o Joinville disputará o quadrangular do rebaixamento, fase que definirá três clubes que cairão para a Série B estadual. Serão seis jogos de tensão máxima, onde apenas o melhor colocado escapa da queda.
Para um clube que já foi sinônimo de força, rivalidade e protagonismo no futebol catarinense, o momento atual do Joinville escancara uma crise profunda, técnica, esportiva e institucional. De algoz histórico do Criciúma a candidato ao rebaixamento, o JEC vive um dos períodos mais sombrios de sua trajetória. E o fim da crise, ao que tudo indica, ainda está longe.
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