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Da alegria às vaias; veja como foi a primeira partida com público do Criciúma

Teve espetinho, a presença da torcedora símbolo do Criciúma, dona Ivone Camilo Fernandes, e empolgação por poder voltar a assistir o Criciúma no Estádio Heriberto Hülse; só não teve vitória do Tigre.

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A alegria de poder retornar ao Estádio Heriberto Hülse estava estampada na expressão da dona Ivone Camilo Fernandes, 77 anos. Torcedora símbolo do Criciúma, já são 44 anos sem perder uma partida.

Após 1 ano e sete meses, devido a pandemia da Covid-19, ela pôde voltar a sentar no local de sempre e fazer uma coisa que ama: assistir ao jogo do Criciúma.

“Foi muito triste esse tempo, senti muita falta de vir ao estádio. Acompanhava pelo radinho. Estou feliz da vida”, disse ela que já tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19.

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Ela fez parte dos 470 torcedores que prestigiaram a partida entre Criciúma e Hercílio Luz, na estreia do Tigre na Copa Santa Catarina.

“Vinha todos os jogos que podia antes da pandemia. Acompanhava no rádio e pela internet. A expectativa é grande, vim até mais cedo de tão contente que estou. Mesma coisa que tomar um chopp”, brincou o torcedor José Jorge Ferrari, 68 anos.

Já vacinado com as duas doses a mais de 14 dias, antes de entrar no estádio ele parecia adivinhar o que aconteceria.

“Feliz por voltar, só espero que o time não decepcione. Não vem jogando muito bem”, disse ele.

Pois foi o que aconteceu. A alegria do retorno as arquibancadas se transformou em vaias durante a partida. Ainda na metade do segundo tempo, torcedores começaram a deixar o Heribeto Hülse . Já que Criciúma perdeu por 2 a 0 para o Hercílio Luz.

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Espetinho, a tradição que não poderia faltar

Tradição em todas as partidas no Estádio Heriberto Hülse, o espetinho de carne não poderia faltar. Com a volta do público, Irene Pereira, 58 anos chegou cedo e montou a barraquinha.

Antes da pandemia, ela era presença certa para vender um bom espetinho em todas as partidas no HH. Com um sorriso no rosto, ela não escondia a felicidade de poder voltar.

“Vai ser ótimo, vai ser bom com o público, ver o estádio cheio. Agora ainda com poucos pessoas, mas com todo mundo se vacinando. É um sonho. Vai ser bom. Que essa pandemia vá logo embora”, disse ela.

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Já vacinada, durante a pandemia ela passou a fazer bolos e salgadinhos e segue com a atividade.

“Que passe logo porque nós sofremos”, comentou ela.

Expectativa de outras partidas com público

Enquanto a torcida entrava em pequeno número, o diretor administrativo do Criciúma, Paulo César Bittencourt observava para que todo o protocolo determinado pelo governo do Estado fosse cumprido.

“É um sentimento muito bom. Estávamos aí trabalhando sem o público, apenas com os jogadores, as estrelas do espetáculo. Agora voltamos a trabalhar para quem vem dar o incentivo, tem paixão, que é a razão de ser do clube. Principalmente aqueles que seguiram pagando as mensalidades”, destaca o diretor administrativo.

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A Vigilância Sanitária de Criciúma estava presente e acompanhou tudo. Foram cerca de 40 profissionais do clube envolvidos no processo de entrada, durante o jogo e saída. Além disso, cerca de 20 seguranças privados e aproximadamente 18 policiais militares faziam a segurança do evento.

Sem aglomeração

Durante a entrada dos 470 torcedores que assistiram a partida nenhuma aglomeração foi registrada. O número ficou abaixo do esperado pela direção do Criciúma. A ocupação máxima permitida para a partida era de cerca de 5.700 torcedores.

Agora, a expectativa é que os protocolos sejam aprovados pela Vigilância. Já que a partida foi um evento teste. Com a aprovação, os duelos devem seguir com público.

“Dando aprovação, aí sim vamos fazer uma campanha forte para estar realmente ocupando todos os 30% que são permitidos. Até mais, porque o Estado sinalizou que pode estar aumentando para 40% ou 50% da capacidade futuramente”, finalizou o diretor administrativo.

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Com informações do site ND Mais

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