Delegado busca conversão das detenções, mas falta de decisão mantém investigados em liberdade
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A Operação Dark Shark, que investiga fraudes em licitações nos municípios de Tubarão, Capivari de Baixo, Pescaria Brava e Jaguaruna, teve um desdobramento preocupante. Dois empresários, João Eduardo Botega e Jeickson Botega, presos temporariamente, foram liberados devido ao vencimento do prazo da prisão. O delegado Ricardo Kelleter solicitou a conversão das detenções para prisões preventivas, porém, não houve resposta do judiciário até o momento.
A situação ganha mais curiosidade quando observamos o caso do empresário Carlos Roberto Machado. O delegado decidiu revogar sua prisão temporária, mas como nenhum pedido foi analisado, os três suspeitos foram soltos simultaneamente, dando a entender que a situação de todos seria a mesma. Entretanto, essa não parece ser a realidade, pois o pedido de prisão preventiva continua em aberto, o que significa que eles podem ser presos novamente.
A Operação Dark Shark teve início com o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão temporária em diversos municípios da região. As investigações, iniciadas em 2021, buscam identificar fraudes em licitações e na entrega de serviços prestados. Ao todo, foram analisados 51 contratos firmados entre os anos de 2017 e 2022, totalizando cerca de R$ 30 milhões. A falta de decisão sobre a prisão preventiva dos investigados gera incertezas em relação ao desdobramento do caso.