Ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe; advogados prometem recorrer no Brasil e no exterior
Foto: Valter Campanato, Agência Brasil
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (11) que irá recorrer da decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista. Os advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno classificaram a pena como “absurdamente excessiva e desproporcional” e manifestaram “profunda discordância e indignação” com o resultado.
Segundo a nota divulgada, Bolsonaro “jamais participou de qualquer plano e muito menos dos atos ocorridos em 8 de janeiro”. A defesa sustenta que o julgamento deveria ter ocorrido em primeira instância ou no plenário do STF, e não na Primeira Turma, além de apontar que não houve tempo suficiente para a análise das provas apresentadas.
Bolsonaro recebeu a pena mais alta entre os oito réus condenados. Os advogados anunciaram que, após a publicação do acórdão, vão protocolar recursos cabíveis, inclusive em cortes internacionais.
O julgamento foi concluído nesta quinta-feira, com quatro votos a favor da condenação e um pela absolvição. O relator Alexandre de Moraes, acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, votou pela condenação de todos os réus. Já Luiz Fux defendeu a absolvição de Bolsonaro e outros acusados, apontando responsabilidade apenas de Mauro Cid e Braga Netto.
Bolsonaro foi considerado líder de uma organização criminosa e condenado por cinco crimes: golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.