Boletim epidemiológico aponta avanço dos focos do mosquito em 218 municípios e aumento expressivo nos casos de chikungunya em 2026.
Foto: Divulgação
Santa Catarina segue em alerta diante do avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O cenário epidemiológico reforça a necessidade de prevenção contínua, monitoramento permanente e engajamento da população no combate ao vetor, especialmente em períodos mais propícios à sua proliferação.
De acordo com o segundo informe epidemiológico do ano, entre 4 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026 foram registrados 5.702 focos do mosquito em 218 municípios catarinenses. Do total de 295 cidades do estado, 185 já são consideradas infestadas pelo vetor, o que amplia o risco de transmissão de doenças como dengue, chikungunya e zika.
No mesmo período, o estado contabilizou 5.476 notificações de dengue, das quais 2.097 foram classificadas como casos prováveis. Além disso, três óbitos estão sob investigação, o que acende um sinal de atenção para a gravidade da situação.
“Precisamos manter os cuidados, principalmente nessa época do ano, quando ocorre o aumento das chuvas e das temperaturas, condições favoráveis para a reprodução do mosquito Aedes aegypti”, alerta João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).
O boletim também aponta aumento significativo nos casos de chikungunya. Foram registradas 78 notificações, com 43 casos prováveis — um crescimento de 290% em comparação ao mesmo período de 2025, quando houve 20 casos prováveis. Apesar do avanço, não foram confirmados óbitos pela doença até o momento.
A Secretaria de Estado da Saúde, em conjunto com as secretarias municipais, segue mobilizada e destaca que a participação da população é fundamental para reduzir o risco de epidemias. A eliminação de criadouros do mosquito continua sendo a principal estratégia para conter a disseminação das doenças.
Ações para eliminar o mosquito
A colaboração da população é essencial para conter a propagação das arboviroses em Santa Catarina. Por isso, medidas simples devem ser tomadas para evitar casos de dengue e chikungunya. São elas:
- Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos;
- Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios;
- Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água;
- Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas;
- Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana;
- Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas;
- Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto.
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