Segurança

Denúncias de toques e frases como “cinturinha de boneca” afastam professor em Jaguaruna

Justiça acata pedido do Ministério Público e impõe medidas restritivas para proteger alunas durante investigação.

Foto: Divulgação

Um professor de Educação Física das redes estadual e municipal de Jaguaruna, no Sul catarinense, foi afastado das funções após decisão da Justiça que atendeu a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Ele é investigado por assédio e importunação sexual contra alunas adolescentes, com relatos que se estendem de 2021 até agosto de 2025.

Segundo as investigações, o educador teria tocado rosto, costas, cintura e nádegas das estudantes durante as aulas, além de fazer comentários sobre o corpo das adolescentes, com frases como “cinturinha de boneca” e “vocês estão muito bonitas”.

Em um dos episódios relatados, ao ver uma aluna enchendo uma bola, o professor fez um comentário de conotação sexual, deixando a jovem constrangida. Outras estudantes denunciaram abraços prolongados, pedidos para segui-las nas redes sociais e tentativas de intimidação após as primeiras queixas.

De acordo com o MPSC, as vítimas relataram medo, crises de ansiedade e evasão das aulas para evitar novas situações de constrangimento. A decisão judicial, assinada em 22 de outubro, foi baseada em um pedido da promotora de Justiça Raísa Carvalho Simões Rollin, da 2ª Promotoria de Jaguaruna.

Entre as medidas cautelares estão a proibição de o professor entrar nas escolas onde atuava, de manter contato com vítimas e testemunhas, inclusive por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens ou intermediários, e a obrigação de manter distância mínima de 300 metros das estudantes.

Antes dessa decisão, o professor já havia sido afastado por 60 dias de uma das escolas por meio de um processo administrativo. No entanto, o MPSC entendeu que a medida deveria ser ampliada para a esfera criminal, já que ele lecionava em duas escolas do mesmo município, o que poderia facilitar o contato com as alunas e interferir na investigação.

O descumprimento das determinações pode levar à prisão preventiva.

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