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Descendentes de imigrantes letos visitam o Museu ao Ar Livre Princesa Isabel

A maior parte, 16 pessoas, vieram de Curitiba, e outros dois de São Paulo

Divulgação

Um grupo de 18 pessoas, descendentes letos, visitou nesta segunda-feira, 30 de agosto, o Museu ao Ar Livre Princesa Isabel (Malpi), que completou 41 anos. A maior parte, 16 pessoas, vieram de Curitiba, e outros dois de São Paulo. Eles visitaram a comunidade de Rio Novo, onde ainda moram e moraram os descendentes vindos da Letônia, e aproveitaram o dia para visitar o Museu e participar do aniversário da cidade de Orleans, que completou 108 anos de emancipação político administrativa.

Quem ajudou a organizar a vinda das pessoas foi Samuel Slengmann, 35 anos, que hoje mora em Criciúma. Ele é neto de Vildemar Slengmann, que construiu uma máquina de lavar, que está em exposição no Museu. “Meu avô fez para a tia dele, Álide Slengmann Elbert”, relatou. “É uma emoção gigante. A luta que os antepassados tiveram e o carinho que o pessoal de hoje tem em preservar essa história que está aqui tão pertinho de nós”, declarou Samuel com lágrimas nos olhos.

No fim de semana, eles participaram de celebrações da Igreja Batista dos na comunidade do Rio Novo, em Orleans. “Estamos buscando restaurar a história com o projeto ‘de volta ao rio novo”’, revelou Samuel. Ele ainda citou outros lugares onde se celebra a Festa Līgo, tradicional da cultura leta, como em Ijuí, Nova Odessa (São Paulo) e Varpa (distrito de Tupã, no interior do estado de São Paulo). A ideia é fazer a preservação da igreja, cemitério e outros lugares tradicionais. “É um projeto audacioso. E estamos recebendo apoio para fazer esse sonho virar realidade”, disse citando a prefeitura e o Unibave.

De volta a Orleans

Os irmãos Purin, João Reinaldo, Viganth Arvido e Carlos, nasceram em Orleans, e também moraram na comunidade de Rio Novo, mas ainda muito pequenos os pais foram para Curitiba, com o intuito de dar oportunidades de estudos para os filhos.

João Purin, 86 anos, é pastor da Igreja Batista, observa os maquinários que estão em exposição na unidade sobre os meios de transporte, e lembra que chegou a trabalhar com o arado, com a andar de carro de boi e de carretão. Ele se diz emocionado por estar em contato com o lugar, que conta a sua própria história, recordando que plantava arroz, feijão, batata, mandioca e milho.

Os avós vieram da Letônia em 1891, em navios separados. Depois se conheceram, casaram no Brasil e tiveram filhos. Um deles o pai dos irmãos Purin, João Lisete, que está sepultado no cemitério do Rio Novo, assim como uma tia.

Carlos, o mais novo dos irmãos, com 72 anos, relata o funcionamento da máquina de moer farinha de milho, ou fubá. A recordação é de o pai ser cliente das casas de farinha. Ele saiu de Orleans ainda com 10 anos, em setembro de 1960. “Nosso coração ainda mora aqui. É muito saudosismo estar nos lugares que a gente viveu. Temos ligações muito fortes”, afirma.

Segundo o museólogo do Unibave e do Malpi, Idemar Ghizzo, os imigrantes vieram cumprir a política de ocupação demográfica do Governo do Império, onde os agentes foram em busca de ocupar esses lotes que eram vendidos pelas empresas. Foi onde os letos vieram para o Rio Novo e se instalaram, ajudando a desenvolver parte da tecnologia que está disponível no Malpi. “Não dá para dizer se é dessa ou daquela etnia. Foi um conjunto de imigrantes que desenvolveu”, afirma o estudioso.

Conforme Idemar, boa parte dos imigrantes que ocuparam a região, vieram pelo Porto da França, para as colônias de Azambuja e de Orleans. O objetivo era sustentar a sua família e depois pagar os seus lotes. O trajeto da Europa, tinha como a primeira parada o Rio de Janeiro ou o porto de Santos. “Lá eles ficaram um tempo até restabelecer a sua saúde e ganhar energia para continuar a viagem. Depois eles viajam até o porto de Florianópolis, depois a Laguna. Em embarcações menores para Tubarão, Gravatá (hoje Gravatal) ou Braço do Norte. Seguindo de mulas, carro de boi, ou a pé até os seus lotes. “Os belgas, por exemplo, embarcaram na Europa e só vieram pisar em terra firme em Gravatal”, relata o museólogo.

Exposições

O aniversário de 41 anos do Malpi, que teve entrada franca nesta segunda-feira (30/08) para celebrar a data, foi marcado pelas Exposições de Veículos Antigos de Orleans e a Exposição de Flores do Movimento das Mulheres Camponesas.

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