Educação

Descriminalização do aborto: sim ou não?

Foto: Divulgação

Depois de algum tempo em “stand by”, volta à discussão a descriminalização do aborto, um assunto polêmico que divide opiniões. São muitos os argumentos prós e contras à prática do aborto. De um lado os desfavoráveis por considerarem que a partir da fecundação um novo ser já existe e deve ser respeitado; do outro os favoráveis por considerarem que a vida só começa com o nascimento. Cada qual com seus argumentos e ideologias.

Mas, será que o assunto está sendo levado à discussão como deveria, para que não se caia numa armadilha, crie-se mais uma lei como tantas outras, só por criar? Ou a legislação vigente já é suficiente para a solução do problema?

Sabemos que no Brasil existem três situações para as quais o aborto é permitido: gravidez resultante de estupro; risco de morte da gestante; e feto anencéfalo. Porém, está nas mãos do Supremo Tribunal Federal a decisão de excluir do Código Penal os artigos 124 e 126 (os quais definem o aborto como crime), legalizando assim sua prática até a 12ª semana de gestação. É o momento em que se levantam bandeiras prós e contras, cada qual com suas linhas de pensamento. Tentarei fazer um paralelo de prós e contras de acordo com dados de pesquisas lidas, deixando claro que tenho minha opinião pessoal, mas respeito quem pensa diferente de mim.

Estamos vivendo uma era de banalização do sexo, promovida pela mídia “podre” que hipocritamente expõe nossas crianças e jovens ao sexo precoce, sem responsabilidade, levando a muitas gravidezes indesejadas, engrossando as filas em busca de abortos clandestinos, colocando em risco muitas vidas. Falta orientação sexual nas famílias, nas escolas, falta comprometimento da sociedade para com os cidadãos.

Há quem defenda a ideia de que a mulher é dona do seu corpo e tem direito de escolher o que achar melhor para si. Mas, terá ela o direito de matar uma vida que se instalou em seu corpo, um ser humano que depende dela por um determinado tempo?

Justifica-se o aborto pelos mais variados motivos: gravidez indesejada, razões particulares dos casais, superpopulação pode gerar crise de fome, a baixa renda da família, enfim tantos outros argumentos, porém para quem defende o direito à vida nada justifica, com exceção dos casos já previstos em lei, roubar de um ser indefeso o direito de vir ao mundo.

É preciso preservar a vida humana. E para que isso aconteça é preciso chamar à responsabilidade a mulher, mas de igual forma o homem porque ele tem tanta responsabilidade quanto ela na gravidez, com uma única diferença: não será o corpo dele que carregará nove meses uma vida.

Li, gostei e compartilho com os leitores: “As mulheres que escolhem abortar porque acham que não está na hora de um filho deveriam não reclamar quando um homem abandona uma mulher grávida porque não está pronto para ser pai”.

Notícias Relacionadas

Inspirações para o ano novo

Bauer, Amin e Kleinübing

A baixa qualidade da educação brasileira

A professora e colunista Ana Maria Dalsasso questiona os pais sobre a qualidade da educação nas escolas públicas do país. E você, está satisfeito?

O poder da mídia

A professora e colunista Ana Maria Dalsasso avalia a relação da mídia atual com a divulgação de informações sobre o novo tipo de gripe, o H3N2, à população.