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Desempenho industrial de SC é o melhor do país pós Covid-19, diz Fiesc

Além da diversificação do setor, levantamento reitera que presença de setores intensivos em capital foi decisiva no desempenho catarinense

Foto: José Paulo Lacerda

A diversificação setorial foi um fator determinante para que Santa Catarina alcançasse o melhor desempenho industrial do país pós Covid-19, aponta levantamento do Observatório Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), divulgado nesta terça-feira (24).

Após o pânico generalizado, estímulos monetários e fiscais foram realizados no mundo todo, o que causou mudanças no padrão de consumo e consequente expansão da atividade industrial.

“A intensidade do crescimento industrial catarinense foi muito superior à média brasileira, até março de 2021”, afirma o texto. Além da diversificação do setor, o estudo reitera que a significativa presença de setores intensivos em capital foi decisiva no positivo desempenho catarinense.

A estrutura encontrada no Estado para suprir as demandas por bens industriais também atraiu investidores, pontua a pesquisa.

 

Foto: IBGE (2022) e Observatório FIESC (2022)

Vários setores da indústria encerraram o ano de 2021 produzindo a níveis maiores do que em patamar pré-pandemia e, assim, a economia catarinense recuperou seu nível anterior à crise sanitária em setembro de 2020, cinco meses antes que a média brasileira.

“Mais do que isso, a economia catarinense continuou crescendo até o terceiro trimestre de 2021, enquanto que a brasileira praticamente estagnou”, ressalta. Atualmente, a indústria representa 26,6% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado.

Papel, máquinas e equipamentos

O setor de papel cresceu durante a crise sanitária devido à grande demanda de embalagens de produtores industriais, como também de consumidores finais. Desde agosto de 2020, o setor registra níveis de produção quase 17% superior ao nível pré-pandemia.

Foto: IBGE (2022) e Observatório FIESC (2022)

Já o setor de máquinas e equipamentos foi estimulada durante o processo de recuperação. Houve uma enorme demanda industrial por modernização produtiva, que levou ao pico de produção em dezembro, em nível quase duas vezes superior ao registrado em 2019.

Mesmo com a tendência de queda da atividade em 2021, no final do ano, o setor ainda produzia cerca de 27,5% a mais do que em fevereiro de 2020.

“Esse ambiente atraiu também o investimento de multinacionais, favorecendo novos encadeamentos produtivos e aumentando a inserção internacional da indústria local”, destaca o diretor de inovação e competitividade da Fiesc, José Eduardo Fiates.

Competitividade industrial de Santa Catarina

O levantamento inédito inclui o ICI (Índice de Competitividade Industrial) dos estados brasileiros e revela que a estrutura produtiva de Santa Catarina (0,167) foi classificada como a segunda mais competitiva, com índice muito próximo ao do primeiro do ranking, São Paulo (0,168).

Os dois Estados se destacam pela capacidade de produzir e exportar bens manufaturados com grau elevado de intensidade tecnológica, diz a pesquisa.

“A indústria de Santa Catarina é uma das mais pujantes e competitivas do Brasil, desempenho sustentado por empreendedorismo, investimentos, estratégias de ampliação do mercado interno e de inserção internacional. Mas acreditamos que, em uma economia de escala global, é preciso estar no nível dos melhores do mundo. Por isso, sabemos da importância de contribuir para criarmos um ambiente de negócios mais favorável para ampliar a nossa competitividade”, avalia o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Representação das regiões no PIB de SC

O PIB de Santa Catarina em 2019 atingiu o valor de R$323,26 bilhões, o que representou um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior e ocupou a sexta colocação no comparativo entre os demais Estados.

Mais de 50% do PIB catarinense está concentrado no Norte e no Vale do Itajaí, em decorrência da maior atividade industrial e portuária. Os municípios com os maiores valores são Joinville e Itajaí, que geraram R$34,5 bilhões e R$28,2 bilhões no ano de 2019, respectivamente.

Já as mesorregiões do Oeste, Grande Florianópolis e Sul representam 16,8%, 14,9% e 11% do PIB de Santa Catarina, respectivamente, com destaque para Florianópolis, Chapecó e Criciúma. A região Serrana representa 4,7% do PIB.

Com informações do ND+

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