Dois detentos fizeram um buraco na cela utilizando armas brancas artesanais produzidas com o eixo de ventilador e usando lençóis e cobertores como corda e fugiram do Presídio Regional de Araranguá.
A fuga ocorreu na madrugada de ontem e, até o momento, eles não foram recapturados.
A Polícia Militar realizou diversas rondas nas proximidades da unidade prisional, entre outros locais suspeitos, mas sem sucesso.
Os foragidos são: Cleiton Tomé da Silva, 21 anos, detido por assalto, e Paulo Rogério de Paula, 30 anos, que cumpria pena por furto e roubo. Eles já estavam no regime semiaberto e ficavam reclusos em um alojamento onde estavam mais 19 detentos.
Segundo a gerente da unidade, Bárbara Santos de Souza, um deles já iria ter a pena extinta nos próximos dias.
Situação caótica
O Presídio Regional de Araranguá foi pauta, na noite de ontem, em audiência pública realizada na Câmara de Vereadores da cidade.
Segundo o Portal Clicatribuna, a unidade carcerária está interditada parcialmente desde o início de julho pela superlotação aliada ao baixo número de servidores do sistema prisional. O estabelecimento penal não pode mais receber detentos, a não ser por decisão judicial ou em caso de presos acusados de crime contra a vida (homicídio, tentativa de homicídio).
A decisão foi do juiz corregedor da unidade, Luís Felipe Canever, que considerou a situação caótica e caracterizou o local como uma aberração. A Justiça aguarda o parecer da Secretaria de Justiça e Cidadania (SJC), conforme os autos processuais.
Conforme o processo, o local tem capacidade para 128 detentos e abriga cerca de 500. A falta de efetivo de agentes prisionais também foi um dos motivos para a decisão judicial.
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