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Diamante Hope: Uma jóia, muitos destinos

Com dimensões de 25,6 x 21,78 x 12 mm, o Diamante Hope foi extraído no século XVII na cidade de Guntur, na Índia

Foto: Harry Winston/wiki commons

Pedras preciosas, entre elas o diamante, podem ser encontradas em diversas partes do mundo. Usado para diversos fins, o diamante é hoje considerado um dos materiais mais caros e cobiçados do planeta. Neste artigo, vamos conhecer o famoso Diamante Hope, que possui uma história de mais de três séculos e é cercado por uma suposta maldição. Confira abaixo:

Com dimensões de 25,6 x 21,78 x 12 mm, o Diamante Hope foi extraído no século XVII na cidade de Guntur, na Índia, e atualmente possui cerca de 45,52 quilates. Por volta de 1660, o mercador francês Jean-Baptiste Tavernier adquiriu a pedra durante uma de suas viagens à Índia. Na época, o diamante pesava cerca de 112 quilates e tinha formato triangular. Uma lenda afirma que, após sua extração, o diamante teria sido levado a um templo hindu para representar um dos olhos da deusa Sita, mas teria sido roubado pouco tempo depois.

Em 1668, Tavernier vendeu o diamante ao rei Luís XIV da França. O joalheiro da corte lapidou a pedra, reduzindo seu peso para 67 quilates, e ela passou a ser conhecida como o Diamante Azul da Coroa. Após a morte de Luís XIV, o diamante foi herdado por Luís XV, que o readaptou novamente. Na sucessão, Luís XVI tornou-se o proprietário da joia e a presenteou à sua esposa, Maria Antonieta. Durante a Revolução Francesa, o diamante — junto com outras joias da coroa — foi roubado e permaneceu desaparecido por vários anos.

Mais tarde, em 1812, a pedra reapareceu em Londres, já com lapidação diferente e peso reduzido para os atuais 45,52 quilates. Em 1839, ela foi registrada como parte da coleção da família Hope, de onde deriva seu nome atual. Ao longo dos séculos, o diamante passou por diversos donos, muitos dos quais morreram de forma trágica, como o Rei Luís XVI, guilhotinado em 1793, o que alimentou a fama de que a pedra seria amaldiçoada.

Hoje, o Diamante Hope está exposto no Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian, em Washington, D.C., nos Estados Unidos. Sua coloração azul intensa é causada por traços de boro em sua estrutura cristalina, e ele exibe uma fosforescência vermelha quando exposto à luz ultravioleta. Classificado como um diamante do tipo IIb, ele continua a fascinar cientistas, historiadores e curiosos ao redor do mundo.

Fonte consultada:

WIKIPÉDIA. Diamante Hope. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Diamante_Hope Acesso em 10 nov. 2025

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