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“Dragão azul”, molusco com mesma toxina da água-viva, aparece nas praias de Santa Catarina

Ele tem o tamanho de um polegar, mas concentra maior quantidade de toxina que as águas-vivas.

Divulgação

Exótico, colorido e menor que um dedo polegar, o molusco conhecido popularmente como “dragão azul” foi encontrado por banhistas no sábado (1º) nas praias do Litoral Sul de Santa Catarina. O primeiro relato da presença do animal na orla catarinense foi feito por pais de uma criança que brincava com um baldinho de areia no balneário Arroio do Silva.

Comandante da 3ª Companhia do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, capitão Vinicius Marcolim disse que o molusco provavelmente entrou de forma acidental no balde da criança, no momento em que ela buscava água no mar. Depois do primeiro relato, muitos outros “dragões azuis” foram vistos nas praias de Araranguá, Rincão e Esplanada.

“Eu nunca tinha visto um desses por aqui. Talvez por serem muito pequenos, de 2 a 3 centímetros, nunca tenham sido notados. Mas, para nós, é algo ainda desconhecido, novo” comenta o comandante.

Com formato que lembra o corpo de um dragão, esses moluscos chamam a atenção e despertam curiosidade, mas são perigosos, alerta o capitão. Em contato com a ONG EducAmar, os guarda-vidas foram orientados por uma bióloga sobre as toxinas presentes no pequeno animal:

“Como ele se alimenta de águas-vivas, ele acumula as toxinas delas. O contato com ele, pode causar uma dor ainda maior do que de uma queimadura por água-viva. Por isso, vamos usar a bandeira lilás sempre que detectarmos a aparição.”

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Orientações

Ao ver um molusco desconhecido, a orientação primordial é não encostar no organismo e avisar os guarda-vidas o quanto antes. Em relação ao dragão azul, os cuidados são os mesmos que se deve ter com as águas-vivas ou caravelas.

— Observar a presença da bandeira lilás.

— Se afastar dos animais marítimos, assim que perceber a sua presença.

— Não coçar ou esfregar o local machucado.

— Procurar uma guarita de guardas-vidas.

— Não usar água doce para limpar a região queimada, para evitar que a toxina se espalhe.

— Lavar com água do mar.

— Aplicar vinagre de uso doméstico na zona afetada.

Com informações do site NSC Total

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