Educação

E agora?

Foto: Divulgação

A campanha eleitoral acabou… E agora? É preciso começar a faxina… Talvez seja este o pior momento de toda a campanha, porque a faxina a que me refiro é o lixo criado pela língua do ser humano, sem dúvida o mais difícil, pois como sabemos “a palavra depois de proferida é como uma flecha: não tem volta”. É difícil medir o seu alcance. E foi o lixo acumulado por palavras que “emporcalhou” o cenário brasileiro num momento tão importante da história do país. Começa agora uma nova página, que deverá ser escrita com muita responsabilidade por todos.

O processo eleitoral que ora finda trouxe uma nova maneira de fazer política. Com menos tempo nos meios de comunicação, restrições na distribuição de material (outdoor, cartazes etc.) evitando assim a poluição visual e as agressões ao meio ambiente, sem sons inconvenientes, enfim houve uma mudança significativa.

Os velhos moldes de fazer política acabaram, dando lugar ao fenômeno “internet”, que derrubou as fronteiras do mundo, marcando o início de um novo tempo. Modernizou e deu rapidez à comunicação por meio do uso das redes sociais. O grande problema, porém, foi a falta de responsabilidade com o uso da ferramenta. E aqui, entra o que podemos chamar de “lixo da língua humana”: agressões à moral, desafetos, calúnias, críticas destrutivas, violência, enfim uma variedade de atitudes e posturas inconvenientes provocando mágoas na tentativa de denegrir a imagem do outro, independente de sigla partidária.

Falamos em democracia, mas não conseguimos encarar o outro como um concorrente com ideias e metas diferentes, e sim como um adversário. E nesta briga pelo poder nascem os desafetos, criam-se as inimizades… Precisamos aprender que em qualquer competição sempre haverá vencidos e vencedores. Nossas atitudes evidenciam que defendemos teoricamente a democracia, mas nossa prática é outra.

As urnas trouxeram à tona o desejo do povo. Vencidos ou vencedores, nosso compromisso maior com a democracia, depois do voto, começa exatamente agora, pois é dever de todos nós acompanhar, fiscalizar e cobrar a realização das promessas de campanha. Vamos esquecer os ressentimentos, as diferenças e as ideologias, porque aos eleitos cabe a obrigação de trabalhar para todos, não para uma sigla partidária.

O povo escolheu… O desejo de mudança prevaleceu. Mesmo com todas as intrigas, valeu a pena. O pior seria a indiferença, a inércia, a ausência de participação, fatores responsáveis pelas coisas ruins que acontecem no país, pelos males que se propagam, entre os quais a corrupção, originada pelo mau uso do poder e falta de caráter. É preciso oxigenar o poder; a rotatividade é necessária, caso contrário instala-se a chamada ditadura do poder, pouco reconhecida pelo povo, mas a responsável pelo caos instalado na nação.

Aos eleitos o comprometimento com a democracia mantendo a fidelidade e a sinceridade, princípios básicos para unir a nação, levando-a ao desenvolvimento; a nós cidadãos, a responsabilidade de acompanhar e cobrar as mudanças.

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