Em meio a centenas de torcedores no aeroporto, a cena entre pai e filho resumiu o sentimento que tomou conta da cidade na véspera do jogo que pode devolver o Tigre à elite.

O embarque do Criciúma para Cuiabá, na noite desta sexta-feira, ganhou um brilho especial no Aeroporto Regional de Jaguaruna. Entre os muitos torcedores que chegaram cedo para ver de perto a decolagem do Tigre, uma dupla chamou atenção pela paixão e pela história que carregam no peito: Felipe e seu filho, o pequeno Benício, de apenas 6 anos. Os dois foram entrevistados no local e protagonizaram um dos momentos mais emocionantes da despedida da delegação.
Felipe conta que a paixão do filho pelo Criciúma começou ainda em 2023, quando o levou ao estádio pela primeira vez, num jogo contra o Botafogo-SP. Benício tinha apenas quatro anos. Desde então, cada partida virou um ritual de união entre pai e filho: uma rotina que moldou o coração do menino. A ligação se tornou tão forte que ele deixou para trás o antigo time, esqueceu o Flamengo e até doou todas as camisas que tinha para assumir, de vez, o amarelo, preto e branco.
Agora, já um “sangão” declarado, Benício acompanha o pai onde for. E desta vez não seria diferente: os dois viajaram até Jaguaruna exclusivamente para ver de perto o embarque da delegação rumo ao jogo mais importante dos últimos anos. “É tradição de família. Ele vai comigo pra tudo. E o Tigre faz parte do nosso dia a dia”, contou Felipe, orgulhoso, enquanto Benício segurava firme uma bandeira do clube.
A cena dos dois, lado a lado, misturando ansiedade e esperança, representou o sentimento de toda a torcida. O ambiente no aeroporto, repleto de famílias, crianças, idosos e torcedores de todas as gerações, reforçou a mobilização que tomou conta de Criciúma. Bandeiras tremulando, gritos de incentivo e olhares emocionados formaram o pano de fundo perfeito para o embarque da equipe.
O voo fretado partiu sob aplausos, e o Tigre levou consigo mais do que malas e equipamentos: levou a energia de uma cidade inteira. E, entre todos os rostos na despedida, o de Benício, com brilho nos olhos e camisa do Tigre no peito, certamente foi um dos que mais simbolizaram o futuro da paixão carvoeira.