Técnico Eduardo Baptista ficou pelo terceiro ano seguido na quinta posição da Série B.
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Eduardo Baptista vive, nas últimas três temporadas, um roteiro que parece repetido e cruel. Em 2023, 2024 e 2025, o treinador terminou a Série B exatamente na 5ª colocação, sempre a um passo do acesso. Duas vezes pelo Grêmio Novorizontino, agora pelo Criciúma.
No interior paulista, o trabalho foi consistente e com identidade. Em 2023 e 2024, o Novorizontino passou praticamente todo o campeonato no G-4, mas acabou ultrapassado na reta final, ficando fora da elite por detalhes e pela força de concorrentes diretos que vinham em ascensão na parte decisiva.
No Criciúma, o contexto foi diferente. Eduardo não iniciou o campeonato. Ele assumiu o Tigre quase na metade do turno, quando o cenário era de instabilidade e riscos maiores do que ambições. Com pouco tempo para ajustar o modelo, reorganizou a equipe, recuperou jogadores e recolocou o time na disputa. Mesmo assim, o acesso escapou novamente na trave, com o Criciúma encerrando a competição em 5º lugar.
A sequência de quase acessos, se por um lado carrega a frustração de terminar sempre no limite do G-4, por outro reforça a regularidade e a competitividade dos trabalhos de Eduardo Baptista. São três campanhas consecutivas entre as melhores da Série B, todas elas conduzidas com desempenho, organização e evolução coletiva.
Agora, prestes a renovar com o Criciúma até 2027, o treinador terá, enfim, a chance de iniciar uma temporada desde o primeiro dia de pré-temporada. Depois de três anos batendo na porta, Eduardo tentará transformar a “síndrome do quase” em história de acesso e, desta vez, com o Tigre desde o começo da caminhada.