Esporte

Em pouco mais de dois anos, quadro de sócios do Criciúma ‘pula’ de 900 para 18 mil e fila de espera

Criciúma tinha 900 sócios adimplentes no início de 2021; nesta semana bateu a marca dos 18 mil e se estabeleceu como o maior de Santa Catarina

Foto: Leo Munhoz/ND

É a melhor fase do Criciúma nos últimos dez anos. Mais que atual campeão catarinense das Séries A (e B também), o clube transparece isso em diferentes vertentes como o quadro de sócios, nos patrocinadores e até mesmo as pretensões futebolísticas e institucionais.

Os números são objetivos: em 2021 o Criciúma contabilizava 900 sócios ativos e adimplentes. Atualmente o clube estabeleceu um novo recorde em Santa Catarina com aproximadamente 18 mil sócios e com uma extensa fila de espera por trás.

Só nesta semana, conforme apurado pelo clube, foram 996 novas associações e a interrupção das novas matrículas pode acontecer a qualquer momento.

“Ainda cabem alguns ajustes, temos alguns sócios inadimplentes, estamos arrumando isso. O número é este, 18 mil sócios e nós precisamos deles em dia. Temos uma inadimplência de 5% a 6%, mas estamos trabalhando com essa margem”, explicou Paulo César Bitencourt que é gerente administrativo e financeiro no Criciúma e está no clube desde a virada de 2021, início da atual gestão.

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Essa ascensão desportiva e mercadológica, é claro, faz girar toda a cadeia econômica da cidade. Com um viés administrativo de todo o momento vivido pelo Tigre, Paulo César lembra que o sucesso do time de Claudio Tencati reverte para o município.

Reaquecimento das vendas

O Criciúma, ainda no embalo da ciranda do sucesso, celebra a arrecadação por meio de itens do clube, sobretudo, camisetas. Considerada uma das combinações mais bonitas do futebol mundial, a camisa carvoeira parece ter encontrado um fabricante que a valoriza.

O grande entendimento do clube, já na gestão atual, foi de terceirizar o comércio para a Volt Sport, atual fabricante do material. O resultado para essa medida é de um lucro total.

Ao deixar a gestão para a empresa, o clube fica com royalties que variam a partir de um percentual em cima da venda dos materiais. Segundo repassado à reportagem, esse modelo, a partir do sucesso do time em campo, reverte em um valor considerado “maior ou igual que o patrocínio master” do Tigre. Estima-se que, só nos últimos 30 dias, foram comercializadas 2 mil camisas carvoeiras.

“A empresa [Volt] faz isso com maestria. O que o clube fatura, hoje, com royalties com venda de camisas é praticamente outro patrocinador, dos maiores, por conta de todo esse espírito positivo que reina na cidade e em Santa Catarina”, pontuou Paulo César.

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Para o sócio-diretor da empresa, Fernando Kelimmann, o “engajamento da torcida do Criciúma é muito expressivo”. Há uma confluência de fatores, nesse caso, que levam ao sucesso das vendas.

Time em campo, momento institucional e beleza do uniforme, dessa forma, compõem o sucesso nas vendas dos itens.

“Desde que iniciamos o projeto, sempre tivemos feedbacks positivos junto aos torcedores”, pontuou Kleimmann.

Estreia com projeção de público

O Criciúma estreia na Série B, neste final de semana, em duelo contra o Tombense. O duelo está agendado para às 11h do próximo domingo (16), no estádio Heriberto Hülse.

O Criciúma estima que 15 mil pessoas estejam no HH para o duelo que marca a primeira partida do Tigre na Segundona.