Ministério Público aponta crime encomendado com motivação torpe e simulação de furto para atrapalhar investigação
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O assassinato da empresária Cristiane Bittencourt Souza, de 44 anos, ocorrido em abril deste ano em Tubarão, Sul de Santa Catarina, gerou a denúncia de quatro homens por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. A acusação foi formalizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e já foi aceita pela Justiça. A principal motivação do crime seria uma disputa familiar por herança.
De acordo com a Promotoria, o crime foi planejado: um dos denunciados forneceu a arma usada na execução, outro dirigia o veículo, enquanto os mandantes prometeram dinheiro aos executores. Ainda segundo a denúncia, o grupo abandonou o carro usado no ataque em uma cidade vizinha e registrou um falso boletim de furto para tentar despistar as investigações. O MPSC também pede que, se condenados, os acusados paguem uma indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima.
Os crimes e os acusados
Os quatro envolvidos respondem por homicídio qualificado por motivo torpe e por dificultar a defesa da vítima, tentativa de homicídio e falsa comunicação de crime. Dois deles já estão presos: o autor dos disparos e o motorista que conduziu o carro. A investigação da Polícia Civil apontou ainda que o executor do crime teria, três meses antes, tentado matar a sogra de Cristiane em um falso assalto — ele possui antecedentes por roubo e estupro.
Relembre o caso
Cristiane, empresária do ramo de combustíveis, foi executada na noite de 22 de abril, quando voltava de uma missa com o marido, Pedro Antunes, de 61 anos. O casal estava em um Mitsubishi ASX na Avenida Patrício Lima, bairro Humaitá, quando foi surpreendido por tiros disparados de um Renault Sandero escuro.
Cristiane foi atingida na cabeça e morreu ainda no local. Pedro foi ferido no peito, mas sobreviveu. O caso, que inicialmente chocou a comunidade local, agora revela contornos de um crime premeditado e movido por disputas familiares.