Jhonathan Vanderlind Zanelatto foi considerado culpado por homicídio qualificado e omissão de socorro contra o ex-jogador de futebol.
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O empresário Jhonathan Vanderlind Zanelatto, de 33 anos, foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão pela morte do ex-jogador de futebol João Batista Lemos, conhecido como Tita. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (2), em Laguna, onde ocorreu o julgamento.
A sessão teve início por volta das 9h e terminou às 17h40, sob a condução do juiz Guilherme Costa Cesconetto. Ao final, os jurados reconheceram a responsabilidade criminal do réu pelos crimes de homicídio qualificado e omissão de socorro.
Tita tinha 54 anos e estava a caminho do trabalho quando foi atropelado. O acidente ocorreu na Rodovia Francisco Pinho, antiga SC-436, em Laguna. Ele sofreu ferimentos graves e morreu horas depois.
Durante o interrogatório, Zanelatto relatou que havia consumido aproximadamente duas latas de cerveja na noite anterior ao acidente. Segundo a versão apresentada em plenário, ele teria ido até Laguna para buscar um veículo a pedido do pai, mas não conseguiu localizar o endereço informado.
O empresário afirmou ainda que entrou em contato telefônico com o pai e recebeu xingamentos durante a conversa. Conforme seu depoimento, ficou abalado após o episódio e, posteriormente, ao tentar desviar de outro veículo, fez uma ultrapassagem que terminou no atropelamento de Tita.
A perícia realizada no veículo apontou que o carro trafegava a 74 km/h no momento do acidente. A velocidade máxima permitida naquele trecho da rodovia era de 60 km/h.
A acusação apresentada pelo Ministério Público foi sustentada pela promotora Patrícia Zanotto, com participação do advogado Edson Rosa Júnior como assistente. A defesa do empresário foi realizada pelos advogados Victor Poeta e Henrique Comelli.
Após cerca de oito horas de julgamento, os jurados consideraram Zanelatto culpado. A pena estabelecida pelo Tribunal do Júri foi de 12 anos e seis meses de prisão.