MP aponta continuidade de atos ilícitos no escândalo do lixo; trio detido é da mesma família
Foto: Divulgação MP-SC
A sexta fase da Operação Mensageiro, deflagrada nesta terça-feira (19) pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) por meio do Gaeco e do Geac, resultou em três prisões preventivas no Vale do Itajaí. Os alvos são empresários de uma mesma família, ligados à empresa Saays Soluções Ambientais, sediada em Gaspar.
Foram detidos Schirle Scottini, proprietária da companhia, a irmã dela Adriana Scottini, diretora administrativa, e Arnaldo Junior, diretor de operações e filho de Schirle. O trio foi encaminhado ao Presídio de Blumenau e deve passar por audiência de custódia ainda nesta tarde.
Segundo o MP-SC, as prisões foram decretadas porque os investigados continuariam a praticar atos ilícitos relacionados ao escândalo do lixo, que envolve contratos de coleta e destinação de resíduos sólidos em diversas regiões do Estado. Além das prisões, também foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em residências e empresas de cidades como Rio do Sul, Blumenau, Imbituba, Florianópolis, Gaspar, Bombinhas, Laguna, Braço do Norte, Palhoça e Imaruí.
A operação mira agentes públicos, ex-servidores e empresários suspeitos de envolvimento no esquema. Entre os alvos das buscas estão ainda os ex-prefeitos de Braço do Norte e Rio do Sul.
A defesa dos três empresários afirmou que eles colaboraram com as autoridades durante as buscas, que não teriam nada a esconder, e considerou a prisão desnecessária. O advogado Wilson Knöner Campos informou que pretende pedir a revogação da medida após ter acesso completo aos autos da investigação.