Educação

Enem 2019

O tema da redação bastante acessível, sem ser polêmico, abordou uma questão ligada ao cotidiano do estudante e de grande importância social.

Foto: Valter Campanatto/ Agência Brasil

Em função do novo governo que se instalou no país, e pelas várias mudanças ocorridas no INEP, muitas dúvidas, críticas e preocupações sobre a competência da nova estrutura governamental para a operacionalização do evento tomaram grandes proporções gerando incerteza nos estudantes. No entanto, para surpresa de todos, a prova foi considerada por professores e especialistas no assunto, como: ampla, diversificada e bem elaborada, mantendo-se dentro dos padrões habituais do ENEM com enfoque perfeito em questões culturais importantes.

O Enem além de ser uma forma de acesso a vagas em universidades, programas de bolsa de estudos e financiamentos estudantis, é uma prova de alto nível por ser um instrumento estruturado com base nas competências e habilidades que todo cidadão deve desenvolver. É um estilo inovador de avaliação que incentiva o raciocínio, trazendo questões que mensuram o conhecimento através de um enfoque interdisciplinar. Questões contextualizadas que exigem do estudante a aplicação prática do conhecimento, e não apenas informações memorizadas. E, não foi diferente com a prova deste ano. Apesar de muitos torcerem para dar errado, o padrão de excelência na qualidade foi mantido, e em certos aspectos até melhorou.

O tema da redação bastante acessível, sem ser polêmico, abordou uma questão ligada ao cotidiano do estudante e de grande importância social. O cinema é uma manifestação cultural que já atravessa décadas, envolve diferentes áreas do saber e precisa ser democratizado, assim como tantas outras culturas. O tema surpreendeu a muitos, mas o aluno que tem hábito de leitura e aprendeu os passos para uma boa redação, não teve dificuldade de construir sua argumentação, pois o conhecimento adquirido e acumulado ao longo dos anos mais os textos de apoio, formaram uma boa base.

Quanto às questões de Linguagens e Ciências Humanas e respectivas tecnologias, abordaram temas atuais e relevantes como: bullying, violência contra mulheres, refugiados, direitos humanos, liberdade de expressão, sem questões polêmicas ou citações ideológicas, conforme já havia sido anunciado pelo MEC.

Conforme depoimentos de alguns professores, os comandos das questões em linguagens foram mais extensos, com textos longos, mas precisos, e conteúdos profundos, enquanto nas provas de História e Geografia, mais curtos e conteúdo mais fácil. A prova exigiu muita leitura e predominou uma grande quantidade de questões que dependiam apenas de interpretação do texto. As provas de Filosofia e Sociologia chamaram a atenção pelas questões bem elaboradas, questionamentos de alto nível, exigindo um conhecimento bem aprofundado sobre as correntes do pensamento filosófico, segundo a maioria dos professores entrevistados.

De qualquer forma o exame foi positivo, inovou em alguns pontos, foi bem elaborado, seguiu o padrão dos anos anteriores, cobrou competências e habilidades, atendeu a sua finalidade: selecionar os melhores estudantes. Agora é só aguardar o desfecho.

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