Dos 162 ocupantes, apenas sete conseguiram sobreviver, enquanto 155 perderam a vida, em sua maioria jovens esquiadores
Foto: Freepik (meramente ilustrativa)
Em 11 de novembro de 2000, a pequena cidade alpina de Kaprun, na Áustria, foi palco de uma das maiores tragédias ferroviárias da Europa. Naquele dia, centenas de turistas se dirigiam ao glaciar Kitzsteinhorn para esquiar, utilizando o funicular Gletscherbahn Kaprun 2, um trem que percorria quase quatro quilômetros, a maior parte dentro de um túnel escavado na montanha.
Poucos minutos após a partida, um curto-circuito em um ventilador elétrico provocou faíscas que atingiram óleo inflamável, dando início a um incêndio devastador. As chamas se espalharam rapidamente pelo interior do túnel, liberando fumaça tóxica e impedindo a fuga da maioria dos passageiros. Dos 162 ocupantes, apenas sete conseguiram sobreviver, enquanto 155 perderam a vida, em sua maioria jovens esquiadores que buscavam um dia de lazer nas montanhas.
O desastre chocou a Áustria e o mundo, revelando falhas graves de segurança no sistema. As investigações apontaram que o aquecedor usado no ventilador não era certificado para veículos ferroviários, configurando negligência técnica. A tragédia, no entanto, deixou marcas profundas: Kaprun passou a ser lembrada não apenas por suas paisagens e esportes de inverno, mas também pela memória de um acidente que expôs a vulnerabilidade de sistemas de transporte em túneis.
Fonte consultada:
WIKIPÉDIA. Desastre de Kaprun. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Desastre_de_Kaprun Acesso em 11 nov. 2025