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Estado quer abertura do Case Sul para garantir medidas compensatórias

Foto: Ademir Honorato

Na mesma manhã em que os moradores das comunidades de Espigão da Pedra, Morro Albino, São Domingos e Vila Maria protestavam pelas medidas compensatórias prometidas pela construção do Centro de Atendimento Socioeducativo – Case Sul e da Penitenciária Feminina, em Criciúma, a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania emitiu um comunicado, ressaltando “que o funcionamento do Case Sul e a manutenção da unidade é que irão garantir que obras futuras sejam realizadas na região”.

Na manhã dessa quarta-feira (18), a população foi às ruas e bloqueou a via que passa em frente ao Case Sul em dois lugares, na comunidade de Espigão da Pedra e no encontro com a BR-101. De acordo com o vereador Ademir Honorato, que participou do protesto juntamente com os moradores, a demora do retorno a respeito das medidas compensatórias é o que tem motivado as manifestações.

“O que atrapalha mais é que antigamente não tínhamos problemas com as estradas e hoje, se chega a chover um meio dia, as pessoas não conseguem mais transitar. Nem ônibus passa. Já faz muito tempo que viemos pedindo e queremos, pelo menos, a pavimentação que foi solicitada”, completa.

O vereador ainda reclama do posicionamento do atual secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Leandro Lima, alegando que ele participou da audiência pública em 2017 como adjunto e, depois disso, nunca mais entrou em contato ou recebeu ninguém da comunidade.

“Prometeram que uma parte dos recursos para a pavimentação viria ainda em 2018, o que não aconteceu. Acredito que houve muita má fé. Não somos contra o Case, que já está pronto e instalado, mas como confiamos no Governo do Estado antes, pedimos que seja cumprido o que foi acordado a respeito dessas medidas compensatórias”, argumenta.

SJC nega promessas

Ainda em seu comunicado oficial, emitido ontem, a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania alega que o Case Sul “é um equipamento de segurança ofertado à comunidade de Criciúma a partir de reivindicações da própria comunidade”, reforçando que o terreno foi doado pela Prefeitura de Criciúma e que todos os licenciamentos prévios para a construção da unidade foram autorizados e liberados.

A respeito da audiência pública, ocorrida no ano passado, a nota afirma que foi realizada tardiamente e que “a Secretaria da Justiça e Cidadania se comprometeu apenas a receber os projetos e encaminhá-los ao Governo do Estado”. Além disso, ressalta que na mesma ocasião “foi apresentado o resultado do Estudo de Impacto da Vizinhança – EIV, que detectou um baixo impacto na comunidade e um impacto positivo nas oportunidades de socioeducação para adolescentes em conflito com a lei”.

A nota garante que a possibilidade de futuras obras nos bairros está diretamente ligada a abertura e funcionamento da unidade socioeducativa, e lembra que 120 profissionais já foram contratados e estão aguardando o início das atividades para que o Case Sul comece a operar plenamente.

Com informações de Francine Ferreira / Clicatribuna

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