Educação

“Estelionato eleitoral”

Foto: Divulgação

A poucos dias da grande eleição preocupa-nos constatar que a história se repete nos discursos dos candidatos. Populismo barato, mentiras escancaradas, promessas inviáveis, imagens fantásticas de um país que agoniza nas mãos de corruptos, mentirosos.

Nada condiz com a real situação em que vivemos e nem com as necessidades dos cidadãos brasileiros cuja sobrevivência depende dos serviços oferecidos pelo Estado, mas que se iludem e se deixam usar, elegendo verdadeiros bandidos que saquearam a nação e querem se perpetuar no poder.

Para ludibriar o cidadão, nossos políticos lançam mão do antigo e conhecido “estelionato eleitoral”, a arte de enganar a sociedade, objetivando vencer as eleições. É uma antiga prática revestida de vocabulário novo que induz (os menos esclarecidos, os “vendidos”, os que se contentam com migalhas que receberão em troca) à autorização para continuarem saqueando a nação, através da maior arma disponível ao povo: o VOTO.

São falsos moralistas, que se consideram honestos, defensores e preocupados com a democracia, com a ética, com o povo, quando na realidade são os verdadeiros “fichas sujas”, com um currículo recheado de mentiras. Somem-se as ideologias, ampliam-se as coligações, aumentando assim o dinheiro para a campanha e um tempo maior na mídia para mentir. É a hora do “vale tudo” pelo poder. Com mais tempo na mídia, mais mentiras, velhas promessas que nunca serão cumpridas, mais custos para o contribuinte, afinal somos nós quem os sustentamos.

As eleições deste ano, além das tradicionais mentiras dos candidatos, ganharam uma poderosa forma de comunicação: as redes sociais, que crescem assustadoramente. Com a rápida evolução da tecnologia, a internet chega a todos os cantos do país. Segundo pesquisas, hoje 87,7% da população brasileira, cerca de 140 milhões, usa o Facebook, onde são compartilhadas as mais variadas informações. As notícias chegam em tempo real no mundo inteiro, porém muitas vezes desprovidas de verdade (“fake news”), e têm o poder de impactar situações, mudar opiniões, denegrir imagens. Hoje grande parte dos adeptos às redes compartilham notícias, sem checar fonte, sem compromisso com as consequências. É o que estamos acompanhando na atual campanha eleitoral. Diariamente somos bombardeados com aberrações, tanto por parte dos políticos quanto dos usuários das redes. As notícias inverídicas se proliferam muito rapidamente, e aí mora o perigo.

O que fazer, então? É simples: não podemos mais nos iludir com falsas promessas. Como fazer? Basta analisar a situação de hoje: sem educação de qualidade, sem segurança, precariedade na saúde, milhões de desempregados, salários de fome, violência desenfreada, enfim o caos em que o país se transformou. Mas, as promessas são as mesmas de quatro em quatro anos, repetidas por raposas velhas, há décadas. É preciso que cada cidadão-eleitor desperte a consciência de que a mudança começa em cada um de nós. Dizer não à velha política, eleger novas cabeças pensantes. Oxigenar a politica é dar espaço para o novo, é banir o ranço político, responsável pela estagnação do país.

É preciso que deixemos de ser analfabetos políticos, pois como dizia Bertolt Brecht, o dramaturgo e poeta alemão: “o analfabeto político não tem consciência de que 100% de sua vida, do berço ao túmulo, está abarcado por decisões políticas”.

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