Educação

Estudantes dos quintos anos realizam Mostra Científica e Cultural

A atividade integrou conteúdos de Ciências, Geografia, História, Educação e Cultura, permitindo que os alunos relacionassem teoria e prática

Foto: Divulgação

Alunos dos quintos anos da Escola Municipal Professor José Boeing apresentaram, na última quarta-feira (29), a terceira edição da Mostra Científica e Cultural, que evidenciou a criatividade, o envolvimento e o aprendizado dos estudantes em diversas áreas do conhecimento.

Desenvolvido ao longo de aproximadamente um mês, o projeto teve como objetivo estimular as potencialidades dos alunos, promovendo interação, curiosidade científica e valorização da cultura. A atividade integrou conteúdos de Ciências, Geografia, História, Educação e Cultura, permitindo que os alunos relacionassem teoria e prática.

O processo envolveu várias etapas: escolha dos temas, formação dos grupos, pesquisa, revisão dos conteúdos já estudados e definição das apresentações. Nos dias que antecederam a feira, toda a comunidade escolar se mobilizou — direção, professores e pais participaram ativamente, auxiliando na organização do espaço expositivo e na preparação do ambiente para as apresentações.

Ao todo, foram apresentados dez temas, que despertaram a atenção e o interesse do público. Entre eles, Viagem pelo Sistema Solar, em que os alunos criaram um ambiente que reproduzia o sistema solar, com direito a um astronauta para fotos; Abrace – Inclusão, Diversidade e Solidariedade, que trouxe reflexões e atividades sobre respeito e empatia; e Educação Financeira e Sustentabilidade, apresentado em formato teatral, abordando o uso consciente do dinheiro.

No espaço Viva Bem – Saúde e Bem-Estar, o público conferiu uma mostra de alimentos naturais, semiprocessados e ultraprocessados, além de uma explanação sobre os benefícios das ervas medicinais. Outros grupos exploraram temas como O Poder da Transformação, abordando diferentes tipos de energia — elétrica, mecânica e a energia do corpo humano —, e O Corpo Humano, a Máquina Perfeita, que chamou a atenção ao exibir, de forma educativa, um coração de porco, semelhante ao do ser humano.

Entre os demais temas estiveram Vulcões e seus Mistérios – pH da Água, com simulação de erupção e testes de pH em amostras de chuva, rio e água da escola; As Formas de Relevo da Terra; Brincadeiras de Ontem e de Hoje, que resgatou jogos tradicionais comparando-os às brincadeiras eletrônicas atuais; e Um Planeta em Transformação, que mostrou a evolução da Terra com foco nos dinossauros — incluindo uma maquete em tamanho real de um pteranodonte.

Professora de duas turmas do quinto ano, Rainilda Roecker Beckhauser contou que os alunos estavam muito empolgados com a atividade.

“Desde o início do ano, eles perguntavam quando seria a feira de ciências. Ensaiaram bastante e ficaram animados — e também um pouco nervosos — por saber que os pais e colegas viriam assistir”, relatou.

A desenvoltura dos alunos foi o que mais surpreendeu a educadora.

“Eles estavam apreensivos, com medo de não conseguirem falar, achando que não ia dar certo. Mas, na hora da apresentação, foi um sucesso”, comemorou.

A professora Márcia Bloemer Feldhaus, que também atua com uma turma do quinto ano, ressaltou que a experiência foi muito gratificante.

“Fiquei muito satisfeita em ver a vontade, o empenho e a dedicação de cada aluno. Eles trouxeram sugestões, e juntos discutimos o que seria possível adaptar à realidade deles. Construíram as maquetes, os cartazes e escreveram suas falas; eu apenas revisei e adaptei o conteúdo para que todos compreendessem melhor”, explicou.

As professoras avaliaram positivamente a experiência, que também integra a avaliação escolar dos estudantes.

“Todo o trabalho é considerado — desde o planejamento das ideias até a montagem das maquetes e a apresentação — e isso conta para a nota e o desempenho dos alunos”, destacou Márcia.

A mostra foi aberta à comunidade e contou com a presença de alunos de outras turmas, professores da escola estadual, da creche, pais e familiares, que prestigiaram e se encantaram com o resultado das pesquisas. A iniciativa reforçou o papel da escola como espaço de aprendizagem, criatividade e integração entre escola e comunidade.

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