Política

Ex-candidata a governadora termina greve de fome, em Criciúma

A dentista aposentada e moradora de Criciúma, Marlene Soccas, de 82 anos, estava sem comer desde segunda-feira (26).

Ex-candidata a governadora termina greve de fome em Criciúma

Foto: Lucas Colombo/DN

Na véspera de mais uma Greve Geral no País, contra as reformas encaminhadas pelo presidente Michel Temer (PMDB) ao Congresso Nacional, a ex-candidata ao governo de Santa Catarina e moradora de Criciúma, Marlene Soccas, dá fim à greve de fome que começou segunda-feira (26).

Nessa quinta-feira (29), a dentista aposentada, de 82 anos, passou a tarde na Praça Nereu Ramos expondo cartazes que ela mesma fez com o objetivo de chamar a atenção da população sobre o que está acontecendo em Brasília. “Estamos numa luta antes mesmo de o golpe (impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT) ser deflagrado. Depois que ele se consolidou, a gente vem lutando contra, porque ele (presidente Michel Temer) está tomando medidas antinacionais e antipopulares”, considera.

Crítica às centrais sindicais

Marlene não poupou críticas às centrais sindicais, que decidiram concentrar os protestos deste dia 30, em Araranguá, sem grandes movimentos em Criciúma, como aconteceu no dia 28 de abril. “Durante esta luta temos uma união de forças, composta por várias centrais e movimentos sociais. Mas, agora as centrais de trabalhadores tiraram o time de campo. Na minha avaliação, estão traindo os próprios trabalhadores que pagam para estas centrais, através do imposto sindical. Eles tinham que no mínimo defender esta base social. Pensei: ‘agora a greve será um fracasso. Como que eu vou lutar também?’. Resolvi fazer esta greve de fome”, justifica.

Solidariedade aos que passam fome

Além do motivo de impulsionar a Greve Geral, Marlene foi motivada a ficar sem comer em solidariedade aos brasileiros que passam fome. “Nós já temos 14 milhões de desempregados e tem gente passando fome por aí. Então, eu me solidarizo com este pessoal. Se a Reforma da Previdência for aprovada, vamos ter muitos idosos que não vão mais conseguir emprego. Vão competir com a juventude no mercado do trabalho. O patrão vai escolher o jovem. A pessoa não vai poder contribuir pelos 49 anos, que é a proposta da reforma. Eu consegui me aposentar com 30 anos de contribuição e 54 anos de idade. Eles, não podendo preencher 49 anos de contribuição, teriam que começar aos 16 anos, para chegar aos 65 para se aposentar. Vão terminar dormindo na rua, pedindo esmola. Outra coisa é ter uma fome crônica, que é aquela que a pessoa se alimenta mal”, enfatiza.

Marlene Soccas, ex-presa política no início dos anos 70 e veterana da resistência democrática no pós-64, se candidatou ao Governo do Estado em 2014, pelo PCB, quando recebeu 3.927 votos (0.11%).

Com informações do Portal DN Sul

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