Poder Legislativo

Ex-presidente da Câmara rebate decisão judicial após suspensão da eleição da Mesa em Cocal do Sul

Gilson Clemes afirma que votação respeitou o plenário e atribui ação a inconformismo político.

Foto: Divulgação

O presidente da Câmara de Vereadores de Cocal do Sul, Gilson Clemes, reagiu à decisão da Justiça que suspendeu os efeitos da eleição da Mesa Diretora para o exercício de 2026. A liminar foi assinada pelo juiz Roque Lopedote, da 2ª Vara da Comarca de Urussanga.

Responsável por conduzir o processo eleitoral interno realizado em dezembro do ano passado, Clemes afirmou ao Sul In Foco que a eleição seguiu o rito legal e respeitou a vontade soberana do plenário.

“Minha consciência está absolutamente tranquila. Como presidente, minha função foi garantir que a vontade soberana do plenário fosse respeitada. Todos tiveram a garantia de colocar seus nomes na disputa por quaisquer cargos e de votar livre e conscientemente em quaisquer candidatos”, afirmou.

Segundo ele, o questionamento levado ao Judiciário não tem natureza jurídica, mas política, motivado pela insatisfação de vereadores que não obtiveram votos suficientes na eleição da Mesa, definida por margem apertada.

“O que estamos vendo agora não é uma questão jurídica, é uma questão de inconformismo político. É lamentável que aqueles que não tiveram votos suficientes tentem usar o Judiciário para anular uma decisão democrática”, declarou.

O presidente da Câmara disse ainda que respeita o Poder Judiciário, mas demonstrou confiança de que a Justiça fará a distinção entre legalidade e disputa política.

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“Tenho plena convicção de que a Justiça saberá distinguir o que é um rito legal daquilo que é apenas uma tentativa de ‘tapetão’ por parte de quem não aceita a derrota”, completou.

Clemes reforçou que seguirá defendendo a autonomia do Legislativo e o peso do voto parlamentar.

“Enquanto alguns gastam energia tentando travar a Câmara, eu sigo defendendo que o voto do vereador seja respeitado”, concluiu.

A decisão judicial suspendeu os efeitos da eleição da Mesa Diretora de 2026 até nova deliberação. O processo segue em tramitação e ainda passará por manifestação do Ministério Público.

Veja também: Justiça suspende eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cocal do Sul por falta de proporcionalidade partidária

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