Tigre sofreu o gol na etapa final, mas, com um a menos desde o primeiro tempo, não teve forças para buscar a igualdade que daria o acesso.
Foto: Celso da Luz
Cuiabá x Criciúma, valendo o acesso para o Tigre. O domingo que poderia recolocar o time catarinense na Série A acabou marcado por tensão, reviravoltas, emoção e, no fim, a frustração de ver o sonho ruir. Uma tarde infeliz na Arena Pantanal, agravada pela expulsão no primeiro tempo, tirou o Criciúma do G4 e encerrou a Série B com a sensação amarga de que o acesso era possível, mas escapou pelos dedos.
Logo no início, Diego Gonçalves carimbou a trave e acendeu a esperança. Mas a tensão cresceu rapidamente quando o Goiás abriu o placar contra o Remo, recolocando pressão total sobre o Tigre. Aos 23 minutos, veio o lance que mudou toda a história: Felipinho, que perdeu o irmão na semana e decidiu jogar em homenagem a ele, foi imprudente e expulso. O clima, que já era de nervos à flor da pele, desabou de vez.
Para piorar, a Chapecoense marcou na Arena Condá, tirando o Criciúma do G4. Em meio ao caos da rodada, o Tigre se viu fora da zona de acesso ainda no primeiro tempo e com um jogador a menos. Mas, no apagar das luzes da etapa inicial, a esperança ressurgiu: em Belém, Pedro Rocha, ex-Criciúma em 2024, empatou para o Remo, empurrando novamente o Tigre para a elite quando o jogo em Cuiabá já estava no intervalo.
Veio o segundo tempo. Eduardo Baptista mexeu no time: saíram Gui Lobo e Nicolas, entraram Trindade e Luiz Henrique. O Criciúma voltou agressivo e quase fez com Rodrigo, de cabeça, aos três minutos. Mas a desvantagem numérica pesou. Aos 12, Davi Miguel acertou um golaço de fora da área, virando o cenário mais uma vez e o Goiás voltava ao G4, e o Tigre caía para fora da zona de classificação.
Eduardo Baptista então tentou tudo: tirou Marcinho para colocar João Carlos, depois sacou Léo Naldi para a entrada de Fellipe Mateus, e por fim substituiu Jonathan por Léo Alaba. Cinco alterações, um time valente, mas um a menos num jogo decisivo cobrou um preço caro. O Criciúma até lutou, mas não conseguiu nem o empate.
Com a vitória da Chapecoense sobre o Atlético-GO e o triunfo do Remo diante do Goiás, o Tigre caiu para o 5º lugar e terminou a Série B fora do G4. Para Eduardo Baptista, é a terceira vez seguida que o acesso escapa por detalhes.
Subiram: Coritiba (campeão), Athletico Paranaense (vice), Chapecoense (3º) e Remo (4º).
Resta ao Criciúma transformar a frustração em combustível para começar agora o planejamento para 2026, depois de uma tarde em Cuiabá que ficará marcada como uma das mais dolorosas da história recente do Tigre.