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Extremo Sul pode apostar na fórmula do “menos para ter mais”, no jogo eleitoral

A estratégia de uma das regiões com menores números em Santa Catarina pode ser a de ter menos candidatos para aumentar a representatividade.

Divulgação

Quando se trata de estratégia eleitoral, comumente a região do extremo Sul do Estado, onde a principal cidade é Araranguá, é esquecida. Isolada na divisa com o Rio Grande do Sul, de agricultora rica como no caso do arroz, falta a ela representação política, cena que lança a semente de esperança para o ano que vem.

O raciocínio começa com o fato de o atual líder do governo na Assembleia Legislativa ser desta região e porque surge um movimento para evitar que haja muitos candidatos. O outro nome é o do empresário Tiago Zilli, que foi vice-prefeito por oito anos e prefeito por quatro anos em Turvo, tendo aberto mão da reeleição com foco na representação do Sul.

Este tipo de articulação de regiões com menor representatividade alimenta expectativas geradas inclusive por instituições empresariais. Daí surgem movimentos como o chamado “voto regional”, uma espécie de ato de “porteira fechada” para candidatos de “fora”.

No caso do deputado José Milton Scheffer (PP) o território está melhor assegurado, isso pela já consolidada construção feita nos seus mandatos, especialmente o atual, em que despontou como líder do governo.

Já o empresário Tiago Zilli é do MDB, partido que por sete mandatos seguidos teve o então deputado Manoel Mota seu representante. Depois disso abriu-se uma lacuna a ponto do PP crescer também pela divisão da sigla emedebista. Lembre-se que PP e MDB são os extremos que tem raízes fortes nesta região. A política nesta região se pensa a partir destes dois partidos.

Com os anos do natural desgaste de Mota, o MDB começou a abrir espaços ocupados por candidatos de regiões vizinhas, especialmente da carbonífera (Criciúma) e até da Amurel (Tubarão). Atualmente o MDB também na Amrec abre lacunas pois os atuais emedebistas, Luiz Fernando Cardoso Vampiro e Ada De Lucca, se lançaram pré-candidatos a deputado federal. Isso tudo a ponto de o ex-governador Eduardo Moreira reclamar que restou a ele a condição de candidato a deputado estadual.

A fórmula do ter menos para obter mais, menos candidatos para mais representatividade, é a aposta da região mais carente em termos de representatividade política no Sul.

Detalhe, os tempos do extremismo entre PP e MDB já permitem alimentar movimentos de um arriscar buscar o voto de um em outro partido também. O raciocínio de muitos, nunca a unanimidade, é de que o partido precisa ser a região e não a sigla.

Com informações do site ND Mais

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