Três militares, de Criciúma, Forquilhinha e Turvo, podem ter ingressado com documento irregular na corporação
Foto: Lucas Colombo/Clicatribuna
Três policiais militares da região estão sendo investigados em inquérito policial militar suspeitos de terem ingressado na corporação com diplomas irregulares do curso de Teologia a distância de uma faculdade de Blumenau. A matriz da unidade de ensino fica em Boa Vista (RR).
Desde 2008 a Polícia Militar exige o curso superior no concurso de formação para soldado.
Os militares atuam em Criciúma, Forquilhinha e Turvo.
Conforme matéria do Clicatribuna, outro aluno da região que está em formação também é alvo das investigações.
A formação da nova turma ocorre em dezembro.
Ao todo são 79 militares, sendo destes, 21 ainda em curso para atuar na PM.
Segundo a coronel Claudete Lehnkuhl, chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, o inquérito deve ser concluído num prazo de 40 dias.
Certificado antes da conclusão
“Estamos ainda analisando minuciosamente e é muito cedo para afirmações. O curso seria irregular, mas não significa que os militares sabiam disso. Se caso for verificado que os policiais usaram de má fé, correm o risco de serem expulsos, ou no caso de quem ainda está em formação, nem mais ingressar na corporação”, explica.
Alguns receberam o certificado antes da conclusão do curso.
A coronel Claudete reforça que a suspeita seguida das investigações partiu da própria PM.
“Não da Polícia Federal, como parte da imprensa divulgou. Como cada aluno que passa no concurso é investigado, houve esta suspeita de irregularidade. Também tivemos uma denúncia e o serviço de inteligência começou a investigar. O caso foi repassado para a Polícia Federal para que investigue a unidade de ensino, e a corporação está verificando como foi o acesso dos policiais ao diploma”, ressalta.
Mudança de critério
O caso, que veio a tona em nível estadual no início da semana, mudou o critério para ingresso na corporação.
Não será mais aceito certificado, somente diploma.
A oficial acrescenta que não há uma concentração maior de policiais que teriam ingressado com o falso diploma em algumas cidades.
“Há militares de todas as regiões de Santa Catarina”, aponta.
Se ficar comprovado que os policiais não sabiam da falsidade do diploma, eles podem fazer o concurso novamente.
Também há suspeita de que aproximadamente 40 bombeiros tenham ingressado com o certificado falso.
O caso também será enviado à Secretaria de Segurança Pública, Procuradoria Geral da União e do Estado.