Investigação sobre tragédia que matou oito pessoas em Praia Grande é concluída sem indiciamentos; parentes das vítimas falam em “revolta e impunidade”
Foto: Mateus Castro/NSC TV
A conclusão do inquérito sobre a queda do balão que deixou oito mortos em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, gerou indignação entre familiares das vítimas. A Polícia Civil encerrou a investigação sem indiciar nenhum responsável, alegando não ter encontrado provas de conduta dolosa ou culposa que tenha causado o incêndio durante o voo, ocorrido em 21 de junho.
Entre as vítimas estava o patinador Leandro Luzzi. Seus pais, representados pelo advogado Rafael Medeiros Arena, afirmam sentir “revolta e impunidade” e prometem seguir lutando por justiça. A família questiona falhas na operação do voo e pretende acionar o Ministério Público, que agora analisa o caso, pedindo novas apurações.
De acordo com os familiares, o piloto do balão não possuía habilitação nem treinamento para emergências e teria sido o primeiro a abandonar a aeronave sem acionar a válvula de escape, procedimento que poderia ter evitado o agravamento do incêndio.
Os parentes das vítimas estão formalizando a “Associação das Famílias das Vítimas do Acidente de Balão em Praia Grande”, que pretende pressionar por responsabilizações e cobrar fiscalização mais rigorosa da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O Ministério Público e a defesa do piloto confirmaram que o caso segue sob segredo de justiça.