Segurança

Familiares e amigos de professor assassinado pedem reabertura de investigações com manifesto em Urussanga

Familiares e amigos do professor assassinado Elvis de Oliveira realizaram na tarde deste sábado (11), por volta das 16h30min, um manifesto silencioso para pedir a reabertura das investigações do assassinato que levou a morte do jovem de Urussanga.

Com faixas e cartazes, mais de 100 pessoas realizaram uma passeata em torno da Praça Anita Garibaldi, no centro da cidade. A manifestação silenciosa foi interrompida com o toque do sino da Igreja Matriz quando o grupo se aproximava do ponto de partida.

Os familiares não quiseram comentar o assunto junto a imprensa. O porta voz do movimento e amigo do professor Edson Lemos, enalteceu o motivo do manifesto, pedindo apoio e informações aos presentes. “Não temos a intenção de afrontar a autoridade policial, mas entendemos que as investigações poderiam ser mais aprofundadas. Estamos fazendo isso porque conhecemos a índole do Elvis e não concordamos com o fim apresentado”, ressalta.

O manifesto foi encerrado com uma salva de palmas e muita emoção por parte dos amigos e familiares presentes. “Já entramos em contato com o Ministério Público e solicitamos a todos que possuírem algum tipo de informação que nos informem. Com isso, o MP sinalizou o pedido de reabertura das investigações”, finaliza Edson.

Entenda o caso

Elvis de Oliveira foi encontrado morto no dia 13 de maio no bairro Renascer em Criciúma. Conforme o delegado responsável pela investigação, André Milanese, após 20 dias de investigação, a polícia descobriu que Elvis foi assassinado por três adolescentes.

Os criminosos alegaram que naquela madrugada, Elvis apareceu no bairro, no local onde eles vendiam drogas, afirmando que queria ser morto pois havia brigado com a esposa e não queria mais viver.

Ainda durante as declarações, Milanese afirmou que Elvis estava descontrolado e, de tanto ele insistir, os adolescentes o levaram até uma rua sem saída e o mataram com um tiro na nuca.

Ainda segundo as investigações, os adolescentes dividiram os R$ 140 que Elvis tinha na carteira, levaram o celular e os pertences pessoais junto a um mochila foram jogados em um rio na própria comunidade.

“As informações repassadas pelos três adolescentes são bastante verossímeis, coincidindo com as provas verificadas no local do crime e obtidas durante a investigação”, afirma o delegado.

De acordo com o Engeplus, o delegado André Milanese afirmou que a alegação dos adolescentes confirma as informações repassadas pela esposa de Elvis à Polícia Civil. Ela relatou que a vítima vinha tendo mudanças de comportamento repentinas e falava sobre morte. “Isso inclusive teria motivado o casal a marcar uma consulta com um psicólogo. A consulta estava agendada para o dia em que Elvis foi morto.”

A polícia apurou, ainda, que na noite do dia 12, Elvis discutiu com a esposa e chegou a agredi-la. “Isso o levou a sair de casa em Urussanga, pilotando sua moto, que foi encontrada no dia seguinte abandonada no bairro Renascer”, relata o delegado.

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