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Fapesc insere SC em acordo de cooperação científica com a região da Valônia na Bélgica

Divulgação

O desenvolvimento de pesquisas mais amplas e novas tecnologias depende de parcerias e acordos para troca de conhecimento e busca de investimentos. Para ajudar a comunidade científica catarinense, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Zabot Holthausen, e o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amauri Bogo, apresentaram os destaques econômicos catarinenses em reunião com novos parceiros de cooperação da Wallonie-Bruxelles Internacional da Bélgica.

O encontro virtual também foi acompanhado por presidentes de outras fundações de amparo à pesquisa do Brasil. O acordo é liderado pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

A parceria foi assinada em setembro, mas faltava ainda a apresentação das entidades dos dois países (Brasil e Bélgica) e das áreas prioritárias para negociar as ações conjuntas a partir de agora.

Na prática, esse acordo vai permitir o desenvolvimento de projetos de pesquisa, intercâmbio de pesquisadores brasileiros e belgas (tanto em programas de pós-doutorado quanto de doutorado), organização de eventos e coordenação de atividades de ciência, tecnologia e inovação.

Fábio enfatiza a importância da articulação internacional para o desenvolvimento da pesquisa e da inovação em Santa Catarina. “Temos excelentes pesquisadores e empresas com potencial de inovação capazes de atrair investimentos ou levar suas soluções para fora do país. A Bélgica pode ser um grande parceiro para essa rede no exterior”, completa o presidente da Fapesc.

Potencial para SC

Coube ao professor Amauri Bogo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapesc, apresentar os principais pontos de Santa Catarina para atrair investimentos e parcerias estratégicas.

Segundo Amauri, o acordo de cooperação abrange também empresas e, por isso, é importante ressaltar esses indicadores positivos do Estado. “Permite que tanto empresas daqui possam fazer parcerias, como também cria possibilidade para nós futuramente abrirmos chamada pública para selecionar pesquisadores, alunos de pós-graduação, para ir para as instituições de pesquisa nas universidades ou diretamente para as empresas da Bélgica que fazem parte da cooperação”, explica.

Indicadores catarinenses

Primeiramente, Amauri destacou o potencial do Estado que conta com apenas 1% do território nacional, mas é referência em inúmeros indicadores como qualidade de vida e economia. Um deles é ter o terceiro melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país.

A economia catarinense também é estratégica por contemplar diferentes áreas, desde a tecnologia, a inovação, o agronegócio, até o turismo e a indústria (têxtil, cerâmica e metal mecânica).

Também é o segundo estado mais competitivo do Brasil, conforme o Ranking de Competitividade realizado pelo CLP – Liderança Pública. Nesse mesmo levantamento, Santa Catarina está em primeiro lugar em segurança pública e em sustentabilidade social. Fica em terceiro em infraestrutura, capital humano, educação e inovação.

O forte parque industrial catarinense faz com que o Estado tenha o quarto maior número de indústrias no Brasil e o quinto maior número de trabalhadores. Também conta com a maior taxa de sobrevivência de empresas no país, chegando a 85,4%.

O setor de tecnologia também tem avançado e hoje representa 5,6% do PIB catarinense. As cidades de Florianópolis e Blumenau são os dois maiores polos de tecnologia em crescimento no Brasil.

Não bastasse isso, Santa Catarina é ainda o estado com a maior concentração de startups. As cidades de Florianópolis e Joinville também estão entre as líderes nesse quesito.

O professor Amauri destacou ainda outro gigante da economia catarinense: o agronegócio, fortemente vinculado aos setores de tecnologia e inovação do Estado.

Hoje Santa Catarina conta com 6,4 milhões de hectares destinados à produção agrícola. Esse montante fica distribuído entre 184 mil propriedades rurais. Dependem de toda essa estrutura 510 mil trabalhadores rurais e 480 mil vagas de emprego diretas geradas pelo setor.

O setor de turismo também ganhou espaço na apresentação feita pelo professor Amauri ao comitê belga da Wallonie-Bruxelles Internacional. Esse setor econômico hoje representa 12% do PIB catarinense e agrega mais de 100 mil empresas. Gera também mais de 160 mil empregos.

Novo edital

O diretor de CTI da Fapesc ressaltou ainda o importante papel da fundação em viabilizar estratégias de fomento à pesquisa, desenvolvimento de novas tecnologias e inovações para que cheguem a setores importantes da economia catarinense.

Amauri antecipou também que já está em contato com o escritório internacional da Valônia em São Paulo para elaborar uma chamada pública para 2021. A ideia é enviar estudantes catarinenses de pós-graduação para doutorados sanduíches na região belga, fortalecendo a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias.

Quem quiser acompanhar os editais lançados pela Fapesc pode acessar em www.fapesc.sc.gov.br.

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