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Feminicídio em SC: apenas 13,3% das mulheres registraram Boletim de Ocorrência

A análise foi feita pela Coordenadoria das Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso.

Divulgação

A Polícia Civil estudou cada caso dos 45 feminicídios ocorridos de janeiro a outubro de 2020 em Santa Catarina, com dados sobre vítima e autor. A análise foi feita pela Coordenadoria das DPCAMIs (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) em SC com base nas informações extraídas pela Diretoria de Inteligência e Informação da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O levantamento mostra que apenas 13,3% das mulheres registraram Boletim de Ocorrência (BO) noticiando anteriormente violência doméstica contra o autor do crime. Na avaliação da Coordenadora das DPCAMIs, Delegada de Polícia Patrícia Zimermann D´Ávila, este índice deve ser levado em conta porque é somente através da comunicação às autoridades que a Polícia Civil consegue atuar na investigação e na repressão, evitando que essas mortes aconteçam e oferecendo novas possibilidades de desfecho para esse ciclo.

Outra conclusão importante do levantamento sobre os 45 casos de feminicídios é que 26,6% dos autores de feminicídio cometeram suicídio imediatamente ou alguns dias após o cometimento do crime.

Para a Coordenadora, isso demonstra que se trata de um problema também a ser enfrentado através de ações de prevenção, além da importante repressão a que a Polícia Civil tem se dedicado. “Um alerta é que as mulheres em situação de violência entendam sobre como reconhecer sinais de agressividade e busquem ajuda no momento certo”, enfatiza a Delegada.

A relação da vítima com autor

O estudo também traz qual era a relação da vítima com autor e mostra que 80% delas mantinham uma relação amorosa com o autor e 26,6% tinham filhos com ele. A idade mostra que essas mulheres eram jovens, 44,4% eram menores de 35 anos.

Medidas de prevenção

O estudo vem como uma medida de prevenção e alerta à sociedade catarinense. A Polícia Civil está fortalecendo as suas ações internas para o combate aos feminicídios com o planejamento de medidas como o cumprimento de mandados de prisões e requerimentos de medidas protetivas e também em projetos com outras instituições e órgãos do Estado e pelo País.

Também estão sendo feitas capacitações com grupos de mulheres (como as do campo) e reuniões com os Delegados de Polícia das DPCAMIs. “Gostaria de chamar a atenção de você mulher que reflita sobre a situação da sua convivência com o seu parceiro íntimo. Se essa relação é conflituosa, abusiva, agressiva, peça ajuda”, conclama a Delegada.

Em outra frente, a Polícia Civil também tem investido nas ações de prevenção à violência com os grupos de homens.

Com informações do site Notisul

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