A invasão começou em 11 de janeiro de 1923, liderada pelo primeiro-ministro francês Raymond Poincaré, com o apoio da Bélgica
Foto: Coleção de Arquivos Federais Alemães/wiki commons
Um episódio muito conhecido no início da década de 1920, pouco tempo após o fim da Primeira Guerra Mundial, foi a chamada Ocupação do Ruhr, uma ação empreendida pela França contra a República de Weimar (atual Alemanha), em razão do não cumprimento das reparações de guerra estipuladas pelo Tratado de Versalhes, assinado em 1919.
A invasão começou em 11 de janeiro de 1923, liderada pelo primeiro-ministro francês Raymond Poincaré, com o apoio da Bélgica. O objetivo era ocupar o principal centro de produção de minérios de carvão, ferro e aço do país, localizado no vale do Ruhr. Embora não tenha sido uma ocupação violenta, houve diversos episódios de sabotagem e resistência civil.
Em pouco tempo, a Alemanha, já mergulhada em uma grave crise, colapsou economicamente, enfrentando desemprego em massa e hiperinflação. Isso levou à declaração de estado de emergência e ao surgimento de tentativas de golpe contra o governo, entre elas o Putsch de Munique, uma tentativa fracassada de tomada de poder liderada pelo Partido Nazista.
Ainda em 1923, Gustav Stresemann assumiu o cargo de chanceler da Alemanha e implementou a política do “fulfillment”, com o objetivo de cumprir as obrigações do país previstas no tratado. Essa estratégia contribuiu para a normalização da situação e levou à retirada das tropas ocupantes em 1925.
A ocupação não gerou nenhuma reação por parte da Liga das Nações, uma vez que era considerada legal segundo os termos do Tratado de Versalhes. Com o lançamento do Plano Dawes, que propunha uma reestruturação das reparações e apoio à economia alemã, a França aceitou os termos e iniciou a retirada de suas tropas entre julho e agosto de 1925, com a saída definitiva ocorrendo em 25 de agosto.
A França considerou a ocupação um fracasso, pois acabou contribuindo para sua passividade diante da ocupação da Renânia em 1936. Já para o povo alemão, a operação gerou um profundo ressentimento, que alimentou o crescimento de movimentos nacionalistas e de extrema-direita, como o nazismo.
Fonte consultada:
WIKIPÉDIA. Ocupação do Ruhr. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Ocupa%C3%A7%C3%A3o_do_Ruhr Acesso em 26 set. 2025