Saúde

Fundação Hospitalar Santa Otília, de Orleans, busca alternativas em momento de crise

Para manter a qualidade dos serviços, a equipe da FHSO realiza ações, como gincanas para arrecadar alimentos, pedágios solidários e também um convênio pelo custo de R$ 20 por família.

A equipe da Fundação Hospitalar Santa Otília – FHSO tem procurado alternativas para manter a qualidade dos serviços prestados, mesmo apesar da situação financeira enfrentada pelo país, que faz com que o poder público contenha ainda mais os gastos destinados à saúde.

Para suprir as necessidades básicas da fundação, o apoio da população é fundamental. Entre as ações já realizadas, está uma gincana feita pelos 62 funcionários, que foram divididos entre o grupo branco e azul. O objetivo era arrecadar alimentos para o hospital, uma mobilização em alusão à Semana da Enfermagem, comemorada do dia 12 ao dia 20 de maio.

“No ano anterior, foi realizado apenas com o departamento de enfermagem e, este ano, nós estendemos a todos os funcionários. Cada equipe foi em busca das doações. Houve até uma ação realizada dentro da gincana. Um grupo recolheu brindes no comércio e fizeram rifa para arrecadar dinheiro para comprar alimentos e, assim, reverter em pontuação”, contou a enfermeira chefe da FHSO, Cristiane Vavassori.

A brincadeira deu mais certo do que se esperava e 4.261 quilos de alimentos foram arrecados, além de descartáveis e brinquedos para a ala de pediatria. “Serão suficientes por três ou quatro meses. Além disso, arroz e macarrão, por exemplo, teremos por um período ainda mais longo”, acrescentou. "Nós não imaginávamos que teria um efeito tão positivo. Chegamos a pensar que seríamos criticados, mas fomos muito bem recebidos, a população abraçou a causa”, completou Cristiane.

Outra alternativa foi a realização do pedágio solidário durante a manhã de um sábado, no qual foram arrecadados R$ 6.054,17. A diretora da fundação, Claudia Escaravaco Zomer, agradece toda a ajuda e enaltece a importância da mobilização. “Em nome da direção, eu quero agradecer a todos os empreendimentos que colaboraram, à população em geral e aos nossos colaboradores. Tendo em vista a crise que atinge o nosso país, para nós, essas doações são muito importantes. Houve bastante doações, inclusive, de Lauro Müller também”.

A FHSO conta com alguns auxílios regulares, como o caso do Lions Club e do Arroz Realengo. "O Lions Club nos auxilia com a roupa de cama, então estamos bem supridos nessa área. Temos muito a agradecer também ao Abel Olivo, proprietário do Arroz Realengo, de Turvo, que nos fornece arroz sempre que necessário. Basta ligar para que venham nos ajudar”, destacou a diretora.

Apesar disso, doações são sempre úteis. Isso porque os recursos recebidos do poder público possuem um destino certo e, além disso, são insuficientes. “O SUS hoje, por uma internação por pneumonia, por exemplo, paga R$ 300. Com esse valor, tem que pagar o médico, o funcionário da enfermagem, da limpeza, da lavanderia, mais alimento, roupa de cama. Esse valor eles mandam para três dias, mas não se consegue tratar apenas nesse tempo. Tem que ser, no mínimo, sete dias. Além disso, o SUS paga somente o café da manhã e o almoço, mas nós servimos também café da tarde e sopa na janta. Assim, acabamos trabalhando no prejuízo”, explicou a enfermeira chefe.

Para os interessados em contribuir, há, ainda, o convênio “Amigos da Fundação Hospitalar Santa Otília”, cuja contribuição é de R$ 20 por mês. Com esse valor, todos os integrantes da família colaboradora recebem desconto, que podem chegar a quase 50%, em consultas com especialistas e em internações. O valor da mensalidade pode ser pago através de carnê ou, para facilitar, incluído na fatura de energia elétrica. São beneficiados o titular do carnê ou da fatura de energia elétrica, o cônjuge, os filhos solteiros e idosos, caso residam com a família.

A iniciativa não se limita a Orleans, moradores de outros municípios também podem participar. "Aceitamos ajuda também com sugestões de ideias e projetos. A gincana abriu nosso olhar para realizar outras ações que possam reverter lucro que possa suprir as necessidades do hospital e, com isso, acaba revertendo em benefício para a população e mais qualidade, não somente no atendimento, mas com um equipamento de pressão novo, comida com mais qualidade e entre outras melhorias”, finalizou Cristiane.

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