Crimes recorrentes afetam energia, trânsito e segurança pública; nova lei promete aumentar penas para coibir prática
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O furto de fios elétricos, crime cada vez mais frequente em Santa Catarina, tem gerado um prejuízo estimado em R$ 1 milhão por ano somente na Grande Florianópolis, segundo dados da Celesc. Entre janeiro e junho de 2025, foram registradas 298 ocorrências na capital, comprometendo o fornecimento de energia, o funcionamento de semáforos e a segurança nas ruas — como o caos na Avenida Beira-Mar Norte, em 8 de maio, quando o trânsito ficou travado por mais de quatro quilômetros devido à inoperância dos semáforos.
Considerado um “crime de execução fácil e retorno financeiro rápido”, o furto de cabos alimenta um ciclo alimentado por ferros-velhos que compram o material sem exigir comprovação de origem. Segundo o gerente regional da Celesc, Willian Carminattim, além do impacto financeiro, o crime atrasa atendimentos, paralisa serviços essenciais e acarreta insegurança para a população.
Em 2024, segundo a Abracopel, cerca de 100 toneladas de cabos e equipamentos foram furtadas ou roubadas em todo o país. Para tentar conter a onda criminosa, a Câmara dos Deputados aprovou no dia 8 de julho um projeto de lei que aumenta a pena para quem cometer esses crimes: de dois a oito anos de prisão para furto, e de seis a 12 anos para roubos que comprometam serviços públicos.
A Celesc espera que a medida, aliada a ações integradas de segurança pública e fiscalização sobre os receptadores, reduza os casos no estado. Entre as iniciativas da empresa, estão a substituição de cabos de cobre por alumínio — de menor valor comercial — e parcerias com as forças de segurança para combater a receptação. A concessionária também reforça a importância da denúncia por parte da população em casos suspeitos.
Informações retiradas do NSC Total