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Gasolina aumenta 41% nos postos de SC em 2021, maior alta em mais de 15 anos

Preço médio no Estado passou de R$ 4,59 para R$ 6,48 ao longo do último ano; aumentos devem continuar em 2022

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O preço médio da gasolina em Santa Catarina aumentou 41% em 2021. Na primeira pesquisa do ano passado, com dados até 2 de janeiro, o combustível custava R$ 4,59 no Estado. Já o levantamento mais recente, com dados até 1º de janeiro de 2022, aponta que um ano depois o litro agora custa R$ 6,48, na média dos postos catarinenses. Os números são das pesquisas da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O aumento da gasolina em SC acompanha o preço nos outros estados. Fatores como a alta do dólar e do petróleo no mercado internacional puxaram o valor do combustível em 2021. Na média nacional, o combustível subiu 46%, também segundo os dados da ANP. Em um abastecimento de um carro com tanque de 50 litros, a diferença encontrada em SC pode significar quase R$ 100 a mais para o motorista catarinense.

Se comparada à variação de preços na média dos meses de janeiro, a alta de 41% é a maior desde 2005, que é a partir de quando há dados disponíveis sobre SC no site da ANP. A comparação leva em conta a pesquisa mais recente, com dados dos últimos dias de 2021 e de 1º de janeiro de 2022, já que ainda não há preço médio para o primeiro mês deste ano.

Antes disso, o período que teve maior variação de janeiro a janeiro do ano seguinte havia sido 2015, quando o litro da gasolina passou de R$ 2,99 para R$ 3,50. O ano foi marcado pelas denúncias de corrupção na Petrobras, que intensificaram a instabilidade política no país, em processo que terminou com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no ano seguinte.

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Preço pode continuar em alta em 2022

Se a gasolina pesou no bolso dos motoristas em 2021, a perspectiva para o preço da gasolina em 2022 também não é muito animadora. O vice-presidente do sindicato dos postos de combustíveis da Grande Florianópolis (Sindópolis), Joel Fernandes, afirma que é difícil fazer previsões, mas que eleição presidencial de outubro é um fator que pode influenciar muito na cotação do dólar. Consequentemente, isso causaria possíveis novas altas no combustível.

Por outro lado, o dirigente afirma que o avanço da variante Ômicron na Europa, que faz alguns países ameaçarem retomar um fechamento de atividades econômicas para conter a onda de casos, pode diminuir a demanda por combustíveis. E, com isso, fazer baixar o valor do barril de petróleo no mundo. Como a política de preços da Petrobras está associada a ele, a gasolina poderia ficar em um cenário mais estável nos próximos meses.

A economista e professora de Economia da Udesc Esag, Ivoneti Ramos, concorda que a instabilidade política deve afetar o dólar, aumentando os custos existentes sobre a gasolina. Em contrapartida, embora as últimas semanas registrem uma movimentação maior com férias turismo interno, há uma previsão de baixo crescimento do PIB em 2022 (0,36%). Com isso, a demanda por combustível pode não ser tão alta neste novo ano, o que ajudaria a reduzir essa pressão sobre o preço.

— Considero que em 2022 teremos, por um lado, os custos pressionando os preços, mas isso pode ser amenizado pela menor velocidade da demanda. Nessa conjunção de forças, quem sabe tenhamos preços com uma aceleração menor. Isso é importante porque o combustível é um dos itens que puxa os indicadores de inflação para cima — afirma a professora, que diz esperar medidas de longo prazo sejam pensadas retomar o crescimento e a geração de emprego no país.

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Com informações do NSCTotal

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