Segurança

Golpe do bilhete premiado: idosa perde R$ 60 mil e grupo é preso

Apesar de terem sido presos, os quatro passaram por audiência de custódia e já foram soltos, conforme informações do delegado Paulo Hakim, que conduziu os trabalhos de investigação

Foto: Divulgação

Quatro pessoas foram presas em flagrante, em Florianópolis suspeitas de envolvimento no ‘golpe do bilhete premiado’. O grupo foi identificado após uma idosa, de 76 anos, ter sido vítima dos golpistas e ficado com um prejuízo de R$ 60 mil. No dia da prisão, eles tentavam abordar outra idosa.

A prisão foi realizada pela equipe da Divisão de Combate a Estelionatos, do Departamento de Investigação Criminal da Capital.

Investigação, prisão e tentativa de suborno

A investigação, que levou a identificação e prisão dos suspeitos, iniciou há 20 dias, quando a idosa foi vítima dos estelionatários, ao cair no golpe do bilhete e ficar no prejuízo.

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Nas investigações, os policiais conseguiram identificar os veículos que eram usados pelos golpistas. Na segunda-feira, ao receberem informações que um dos automóveis estava em Florianópolis, os agentes conseguiram localizar os suspeitos, que estavam no bairro Abraão. Segundo a polícia, eles tentavam abordar uma idosa, que fugiu correndo.

Na ação foram presos três homens e uma mulher. Durante a abordagem ao grupo, um dos homens apresentou um documento falso. Um outro teria tentado subornar os policiais, segundo a polícia. O veículo e os celulares, inclusive o aparelho usado no golpe aplicado na idosa, e diversos bilhetes de loteria, foram apreendidos.

A Polícia Civil informou que o outro carro, que também era usado pelos golpistas nos crimes, foi localizado no bairro Abraão, pela Polícia Militar. O veículo havia sido abandonado por um integrante do grupo, conforme a polícia.

Os suspeitos devem responder pelos crimes de estelionato contra idoso, associação criminosa, uso de documento falso e corrupção ativa.

Apesar de terem sido presos, os quatro passaram por audiência de custódia e já foram soltos, conforme informações do delegado Paulo Hakim, que conduziu os trabalhos de investigação.

Hakim conta que um dos presos já tem outros registros na polícia, por praticar o mesmo golpe. “Um deles, inclusive, lembrava de mim, porque o abordei no ano passado em Rancho Queimado. Foi preso em agosto desse ano em Curitiba cometendo o mesmo golpe”, contou o delegado.

Golpes mais praticados

Segundo o delegado, a delegacia que apura estelionatos – criada há 6 meses -já contabiliza mais de seis mil boletins de ocorrência. Hakim destaca que os prejuízos causados às vitimas ultrapassa R$ 45 milhões.

O delegado elencou quatro golpes, que são os são cometidos atualmente. Também orientou como evitar ser vítima dos golpistas Veja:

Falsa central do banco
Conforme Hakim, nesse golpe a vítima recebe uma ligação ou mensagem de alguém, que se passa por um funcionário do banco. O golpista, geralmente, diz que há um problema na conta da vítima. Eles pedem informações pessoais, como senhas ou códigos de segurança, para resolver o suposto problema, ou solicitam à vítima que instale no celular um aplicativo de acesso remoto, mas na verdade usam esses dados para subtrair o dinheiro.

“O banco nunca pedirá essas informações por telefone ou mensagem, então é importante desconfiar. Nunca compartilhe dados pessoais dessa forma, e também não instale aplicativos a pedido de terceiros. Em caso de dúvida, dirija-se à agência bancária”, alerta o delegado, ao explicar como evitar ser vítima do golpe.

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Golpe do falso aluguel
O delegado explica que esse tipo de crime aumenta com a temporada de verão. “Acontece quando alguém anuncia um imóvel para alugar a um preço tentador, pede um adiantamento ou depósito para garantir a reserva e depois desaparece, sem fornecer o imóvel ou mesmo sem ser o verdadeiro dono”, explica.

Por isso, a orientação é verificar se o anúncio é legítimo. Outras dicas são visitar o imóvel e buscar informações sobre o proprietário, antes de realizar qualquer pagamento.

Golpe do intermediário
O golpe é aplicado, geralmente, na compra de um veículo anunciado na internet. O delegado explica que uma pessoa se posiciona como intermediário na negociação de um automóvel e o oferece a um preço mais vantajoso que o anunciado pelo proprietário. Mas, ele não tem autorização ou ligação real com o veículo, o que resulta em perda financeira ao interessado.

Para tentar evitar ser vítima desse golpe, o delegado orienta que se busque verificar, nas redes sociais, a reputação do vendedor. Além disso, ele alerta para desconfiar de promessa excessivamente vantajosa. “Evite transferir dinheiro para conta de terceiros que não constem como proprietários dos veículos”, destaca.

Golpe do bilhete premiado
Neste golpe, geralmente, um integrante da quadrilha finge ser analfabeto. Ele aborda um idoso com um bilhete falso de prêmio alto. Após, um cumplice – que aparenta ser apenas uma pessoa transitando pelo local -aparece e oferece ajuda para ler o bilhete. Ele chega confirmar a autenticidade ao ligar para um banco fictício. Os golpistas convencem a vítima a comprar o bilhete, prometendo compartilhar o prêmio, mas tudo é uma manipulação para enganar a pessoa.

Por isso, a recomendação é não comprar bilhete de loteria, fora dos locais autorizados. Além disso, deve desconfiar de pessoas que o abordarem na rua oferecendo algum tipo de vantagem.

Com informações ND+