Greve nacional dos petroleiros tem adesão em terminais de Santa Catarina.
Foto: Guilherme Weimann
A Greve Nacional dos Petroleiros entrou no segundo dia nesta terça-feira, dia 16, com adesão registrada em unidades do Sistema Petrobras em diferentes regiões do país, incluindo terminais localizados em Santa Catarina. O movimento é organizado por entidades sindicais da categoria e tem como principais pautas a negociação de um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e questionamentos sobre descontos aplicados em aposentadorias.
No estado catarinense, trabalhadores aderiram à paralisação nos terminais de São Francisco do Sul, Biguaçu, Itajaí e Guaramirim. De acordo com as informações divulgadas pelas entidades representativas, as unidades seguem operando com equipes de contingência ou sob regimes especiais de funcionamento, conforme os protocolos de segurança operacional.
Em âmbito nacional, a greve atinge refinarias, plataformas, terminais, usinas e áreas administrativas do Sistema Petrobras. Um dos principais pontos de atenção nesta terça-feira foi a Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, onde houve a substituição de trabalhadores que permaneceram por volta de 36 horas na unidade por exigência de segurança. Após a troca, a paralisação passou a ser considerada total na refinaria.
Representantes sindicais afirmam que a mobilização tem caráter nacional e busca pressionar a empresa a retomar o diálogo sobre as reivindicações da categoria. Entre os pontos citados estão a atualização do acordo coletivo, condições de trabalho, temas relacionados à diversidade e inclusão e a revisão de práticas que, segundo os sindicatos, impactam trabalhadores da ativa e aposentados.
Além de São Paulo e Santa Catarina, o movimento registra adesões em estados como Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas e Ceará, envolvendo refinarias, plataformas offshore, terminais da Transpetro e unidades de produção e logística.
A Petrobras ainda não divulgou, até o momento, um balanço oficial sobre os impactos operacionais da greve. As entidades sindicais informam que a paralisação segue sendo acompanhada de forma contínua, com atenção às normas de segurança, e que novas avaliações sobre a continuidade do movimento devem ocorrer nos próximos dias.
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